sexta-feira, 24 de abril de 2020

O Distanciamento Social da Democracia

por Manlio Dinucci

 A epidemia de Covid-19 é uma oportunidade de impor rastreios digitais individuais – cujo objectivo final poderia ser obter dados de identificação – o que, em tempos normais, as democracias recusariam. Esta medida não é ficção científica e pode tornar-se, rapidamente, numa realidade.


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“O distanciamento social chegou para ficar muito mais do que algumas semanas. Num certo sentido, irá perturbar o nosso modo de vida para sempre”: anunciaram os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos [1].

Citam o relatório apresentado pelos pesquisadores do Imperial College London, segundo o qual o distanciamento social deve tornar-se uma norma constante e ser reduzido ou intensificado, de acordo com o número de pacientes hospitalizados pelo vírus, nas unidades de terapia intensiva. O modelo elaborado por estes e por outros pesquisadores não diz respeito só às medidas a ser tomadas contra o coronavírus. Torna-se num modelo social, real e preciso, do qual já se preparam os procedimentos e os instrumentos que os governos deverão impor como lei.

Os dois gigantes da Informática, Apple e Google, até agora rivais, associaram-se para inserir biliões de sistemas móveis para iPhone e Android, em todo o mundo, num programa de “seguimento de contactos” que avisa os clientes se alguém infectado com o vírus se está a aproximar deles. As duas empresas garantem que o programa “respeitará a transparência e a privacidade dos utentes”.

Um sistema de rastreio ainda mais eficaz é o dos “certificados digitais”, nos quais estão a trabalhar duas universidades americanas, a Rice University e o MIT, apoiadas pela Bill & Melinda Gates Foundation, a fundação americana criada por Bill Gates, fundador da Microsoft, a segunda pessoa mais rica do mundo na classificação da revista Forbes. Ele anunciou-o publicamente, respondendo a um empresário que lhe perguntou como retomar as actividades de produção, mantendo o distanciamento social:

“No final, teremos certificados digitais para mostrar quem se recuperou ou foi testado recentemente, ou quando tivermos uma vacina, se esse indivíduo a tomou. [2].

O certificado digital de que Gates fala, não é o actual cartão de saúde electrónico. A Rice University anunciou, em Dezembro de 2019, a invenção de pontos quânticos à base de cobre que, injectados no corpo juntamente com a vacina, “se tornam em algo semelhante a uma tatuagem de código de barras, que pode ser lida através de um smartphone personalizado”. [3]. A mesma tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia Massachusetts [4].

A invenção desta tecnologia foi encomendada e financiada pela Fundação Gates, que declara querer usá-la nas vacinas para crianças, principalmente nos países em desenvolvimento. Também poderia ser usada numa vacinação à escala global contra o coronavírus.

Este é o futuro “modo de vida” que nos é anunciado: o distanciamento social com estrutura variável sempre em vigor, o medo constante de ser abordado por um infectado pelo vírus sinalizado por um toque do nosso telemóvel, o controlo permanente pelo “código de barras” implantado no nosso corpo. Seria, essencialmente, uma extensão dos sistemas militares com os quais se podem seguir e acertar nos “alvos” humanos.

Sem subestimar o perigo do coronavírus - seja qual for a sua origem - e a necessidade de medidas para impedir a sua propagação, não podemos deixar nas mãos dos cientistas do MIT e da Fundação Gates a decisão de qual deve ser o nosso modo de vida. Também não podemos parar de pensar e fazer perguntas. Por exemplo:

É muito grave que o número de mortes devido ao coronavírus, na Europa, seja actualmente, quase 97.000, mas que medidas devem ser tomadas em proporção, contra as partículas finas, as PM2,5, que – segundo os dados oficiais da European Environment Agency [5] – provocam, a cada ano, na Europa, a morte prematura de mais de 400.000 pessoas?
 
Fonte
Il Manifesto (Itália)


[1] “We’re not going back to normal”, MIT Tenchnology Review, March 17, 2020
[2] “31 questions and answers about COVID-19”, The Blog of Bill Gates, March 19, 2020
[3] “Quantum-dot tattoos hold vaccination record”, Mike Williams, Rice University, December 18, 2019.
[4] “Invisible Ink Could Reveal whether Kids Have Been Vaccinated”, Scientific American, December 19, 2019.
[5] “Air quality in Europe — 2019 Report”, European Environment Agency.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Escroqueria intelectual Covid-19 : Neil Ferguson, o Lyssenko liberal

por Thierry Meyssan

Antigamente os dirigentes políticos europeus seguiam as injunções dos seus astrólogos. Hoje em dia, eles guiam-se de idêntica forma pelos estatísticos do Imperial College. No passado, estes forneceram sempre que necessário justificações para as sus políticas hospitalares liberais. Actualmente, predizem milhões de mortes sem o menor rigor científico. Thierry Meyssan revela como estes charlatães assumiram o controle das políticas da União Europeia, do Reino Unido e de alguns Estados federados dos Estados Unidos.

| Damasco (Síria)


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O Professor Neil Ferguson, sumo sacerdote da gestão liberal dos hospitais e inventor do confinamento generalizado contra o Covid-19.

Nos princípios da Guerra Fria, era costume no Ocidente fazer troça (zombar-br) da cegueira dos Soviéticos, que acreditavam nas baboseiras (bobagens-br) do Professor Trofim Lyssenko. O Primeiro-secretário do Partido, Joseph Stalin, proibira mesmo o ensino da genética e utilizava Lyssenko para justificar “cientificamente” o marxismo, mas depois não avançava daí para qualquer acção prática. Hoje em dia, a mesma doença mental atingiu o Ocidente. O Professor Neil Ferguson garante que as estatísticas podem prever o comportamento dos seres vivos. É estúpido, no entanto inúmeros altos dirigentes políticos acreditam nele. Infelizmente, ao contrário dos Soviéticos, eles sacam daí aplicações políticas que arruínam os seus países.

 

A criação do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças


Desde há uma vintena de anos, os dirigentes políticos ocidentais tentam utilizar os dados estatísticos das epidemias para determinar as decisões correctas a tomar em caso de perigo. Após a do SARS em 2003, a União Europeia dotou-se de um Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDPC), em 2005. Durante o segundo semestre de 2008, este e a presidência rotativa francesa organizaram um colóquio para estudar a conveniência de fechar escolas a fim de lutar contra uma epidemia de gripe e determinar quando essa devia acontecer e quando devia cessar. Não se falava ainda de confinamento generalizado de toda a população.

A principal contribuição foi a do Professor Neil Ferguson e de Simon Cauchemez, do Imperial College London. Comparava os dados estatísticos do fecho de escolas de Hong Kong em 2003 e 2008, da provocada pela greve dos professores em Israel em 2000, do impacto das férias por zonas em França de 1984 a 2006, do encerramento de escolas infectadas pela gripe em França em 1957 e as da “gripe espanhola” em certas cidades dos EUA e da Austrália em 1918. E salientava as desigualdades e injustiças ligadas ao encerramento de escolas no Reino Unido e nos EUA.

A partir daí, o problema foi colocado ao contrário. Os peritos observaram que os encerramentos de escolas não tinham impacto significativo no número final de mortes, mas unicamente na velocidade de propagação da doença. A sua missão passou a ser arranjar uma solução para o fecho de leitos hospitalares que não eram ocupados dia a dia. As estatísticas já não estavam ao serviço da saúde dos Europeus, mas, sim de uma ideologia, a da gestão liberal do Estado.

Bernard Kouchner, o Ministro francês dos Negócios Estrangeiros que organizou este simpósio, era o mesmo que, quando foi Ministro da Saúde (1992-93, 1997-99, 2001-02), iniciara a reorganização do sistema hospitalar francês, não segundo critérios médicos, mas de acordo com uma lógica de rentabilidade. Numa quinzena de anos, a França pode assim realizar substanciais economias fechando 15% dos seus leitos hospitalares; ora, economias irrisórias em comparação com o actual custo do confinamento.

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O Professor Trofim Lyssenko pretendia ter demonstrado, que ao aplicar a dialética marxista às ciências da natureza, a ciência genética pequeno-burguesa estava errada. Sobre isto, ele afirmava que da mesma forma que o Partido gerava um Homem novo, era possível modificar a genética das plantas através duma diferente organização dos campos. As suas burrices tornaram-se a verdade oficial na URSS durante o período estalinista. Ciência e Ideologia nunca batem certo.

 

O charlatanismo do Professor Neil Ferguson


O Professor Ferguson continua a ser a referência europeia em matéria de modelos para epidemias.
- No entanto, foi ele quem, em 2001, convenceu o Primeiro-ministro Tony Blair a mandar abater 6 milhões de bovinos a fim de parar a epidemia de febre aftosa (uma decisão que custou 10 mil milhões (bilhões-br) de libras e que é hoje considerada como aberrante).
- Em 2002, ele calculou que a doença das vacas loucas mataria cerca de 50. 000 britânicos e mais outros 150.000 quando ela se transmitisse às ovelhas. Na realidade o número total de falecidos foi de 177.
- Em 2005, ele predisse que a gripe aviária mataria 65.000 britânicos. Houve um total de 457 baixas.
Pouca diferença fez, tornou-se consultor do Banco Mundial e de inúmeros governos. Foi ele quem fez chegar, em 12 de Março, uma nota confidencial ao Presidente francês Emmanuel Macron anunciando meio milhão de mortes em França. Amedrontado, este tomou a decisão de confinamento generalizado nessa mesma noite. Foi ainda o Professor Ferguson quem anunciou publicamente, a 16 de Março, que, se nada fosse feito, contar-se-iam até 550.000 mortos no Reino Unido e até 1,2 milhões nos Estados Unidos, forçando o governo britânico a rever a sua política.

Simon Cauchemez, que era em 2009 o seu braço direito, dirige agora a unidade de previsões do Instituto Pasteur. Ele é, é claro, membro do Comité Científico do Eliseu («presidência francesa»- ndT), onde propôs o confinamento generalizado. Este comité foi constituído pelo Diretor geral da Saúde, o Professor Jérôme Salomon, filho espiritual e antigo conselheiro técnico de Bernard Kouchner.

A tomada de poder pela equipa Ferguson é baseada numa escroqueria intelectual, segundo a qual a «biologia matemática» (sic) poderá justificar a gestão liberal dos serviços de saúde.

Infelizmente, se as estatísticas permitem avaliar de seguida os efeitos de uma tal ou tal medida, elas não podem prever o comportamento de um organismo vivo, de um vírus. Esse busca, acima de tudo, propagar-se, mas não a matar, o que ele só causa involuntariamente quando a espécie em que se hospeda não tem ainda anticorpos apropriados. Nenhum vírus eliminará espécies, incluindo os seres humanos, já que se as matasse a todas, desapareceria com elas.

Além disso, a extrapolação de medidas relativas às gripes vulgares para a epidemia de Covid-19 é um absurdo: a gripe afecta muitas crianças, mas não a Covid-19, que em termos demográficos mata apenas pessoas idosas ou diabéticas ou ainda hipertensas. Sendo que as crianças infectadas com Covid-19 apenas tem uma carga viral muito ligeira, aliás, ignora-se mesmo até hoje se são contagiosas.

O Professor Ferguson reconheceu, em 22 de Março, ter efectuado os seus cálculos sobre a epidemia de Covid-19 exclusivamente com uma base de dados antiga, de há 13 anos, relativa às epidemias de gripe.


Além disso, é forçoso constatar a deriva deste guru que já não se contenta sequer em justificar políticas liberais aplicadas à Saúde Pública, mas acaba de preconizar a privação de liberdade de povos inteiros. Para mascarar a realidade desta deriva, os partidários do Professor Fergusson desviam a atenção do público propondo-lhe o uso de máscaras cirúrgicas, sobre as quais explicamos já que não têm qualquer utilidade face à epidemia [1]

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Os resultados do Professor Didier Raoult falam por ele. Assim, uma campanha de comunicação foi orquestrada contra ele pelos discípulos do Professor Neil Ferguson exactamente como os geneticistas soviéticos foram perseguidos pelos apoiantes de Lyssenko.

 

A polémica com o Professor Didier Raoult


Estas explicações lançaram uma nova luz sobre a polémica que opõe os discípulos do Professor Neil Ferguson aos do Professor Didier Raoult [2]. Contrariamente ao que se diz, não se trata de um problema de metodologia, mas precisamente de finalidade.

Neil Ferguson é um charlatão apanhado pela própria sua fraude, enquanto Didier Raoult é médico de prática clínica. Os adeptos do primeiro precisam de mortos para justificar a sua religião, os do segundo dedicam-se a cuidar dos seus doentes.

O problema que enfrentamos não é um debate científico, mas uma guerra de erros repetidos contra a abordagem científica. É inacredirtável ouvir membros do Conselho Científico do Eliseu criticar ao Professor Raoult a não realização de estudos comparativos com um grupo de controle. Ou seja, em período de crise um médico responsável deve deixar de tratar alguns dos seus pacientes e em vez disso sacrificá-los deliberadamente?
 
Tradução
Alva


[1] “Medo e absurdo político face à pandemia” , Thierry Meyssan , Tradução Alva , Rede Voltaire , 7 de Abril de 2020.
[2] “Covid-19 : propaganda e manipulação” , Thierry Meyssan , Tradução Alva , Rede Voltaire , 22 de Março de 2020.

aqui:https://www.voltairenet.org/article209750.html

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Dr.SHIVA LIVE: Interview with David Wolfe. Food is Medicine. Boosting the Immune System.

domingo, 5 de abril de 2020

A bioguerra dos EUA Carta Aberta ao Presidente dos EUA, Donald Trump – SARS-US, MERS-US, COVID-US


por Larry Romanoff [*]
 
Perguntas que o governo dos EUA precisa responder:

1. Sobre o assunto do uso de armas biológicas dos EUA, na China e na Coreia do Norte, hoje, quase todos sabem a verdade, dado o enorme volume de evidências acumuladas além da discussão acalorada. Depois de mentir sobre esta questão, durante 70 anos, importar-se-ia de admitir, finalmente, o que fizeram? [1] [2] [3]

2. Na vossa campanha, durante décadas, de guerra biológica contra a pequena Cuba, incluindo a distribuição de febre hemorrágica e de gripe suína que levou Cuba a matar todos os 500.000 porcos do país, a evidência da responsabilidade dos EUA é esmagadora. Vocês não só mentiram sobre este assunto durante 70 anos, mas tentaram reverter a situação, acusando Cuba de ser "um estado marginalizado" com um programa de guerra biológica. Importar-se-ia de corrigir a falsidade das vossas acusações e, finalmente, admitir perante o mundo, o que fizeram? [4] [5] [6]

3. Por favor, expliquem por que razão os EUA têm cerca de 400 laboratórios militares de armas biológicas espalhados em países (principalmente pobres e atrasados) em todo o mundo, incluindo novos laboratórios na Geórgia, Ucrânia, Moldávia, Arménia, Azerbaijão, Uzbequistão e Cazaquistão. Por que não os construíram no vosso território? Várias nações estão a exigir que desmontem esses laboratórios e os levem para casa, onde eles pertencem. Pensa cumprir? [7] [8] [9]

4. Em 2004, o Wenweipo de Hong Kong publicou um artigo intitulado "Primeiro surto de SARS suspeito nos EUA", citando a Associated Press e a Reuters sobre uma americana de 45 anos que ficou gravemente doente com sintomas típicos da SARS, alguns meses antes de um surto em Hong Kong e que morreu no espaço de um dia, e todo o hospital, bem como cerca de 80 pessoas com quem ela teve contacto terem sido colocadas em quarentena. O Wenweipo e pesquisadores chineses, virologistas russos e especialistas militares especularam que o vírus SARS-US era necessariamente produzido pelo homem e teria, quase certamente, escapado de um laboratório militar americano, tendo essa fuga sido encoberta pelos EUA. Poderia comentar, por favor? [10]

5. Pode explicar como é que a comunicação mediática ocidental (EUA) soube, imediata e unanimemente, que o SARS-US foi provocado por civetas/gato almiscarado, quando, de facto, durante meses ninguém no local sabia de nada e, mais tarde, quase todos no terreno suspeitaram de Fort Detrick como sendo a origem? O SARS-US foi lançado na China, na província de Guangdong, no entanto, infelizmente, o paciente zero viajou imediatamente para Hong Kong, poupando a China, mas devastando Hong Kong. Poderia comentar?

6. O COVID-US, como o SARS-US, parece ser especificamente chinês, 99,5% afectando apenas chineses étnicos, sem estrangeiros infectados em Wuhan ou na China, o que naturalmente suscita questões. A Universidade de Harvard - com financiamento visível das forças armadas dos EUA - conduziu uma série de "estudos" ilegais e escandalosamente anti-éticos na China (depois de ter sido especificamente proibida de fazê-lo), recolhendo subrepticiamente centenas de milhares de amostras de DNA de chineses e transferindo-as ilegalmente para fora do país. Foram feitas muitas perguntas sobre a aplicação (militar) dessas amostras. Poderia comentar? [11]

7. Por favor, pode explicar por que motivo é que o MERS-US explodiu na Coreia do Sul, no laboratório de armas biológicas JUPITR-ATD, na Base Aérea dos EUA em Osan, e por que razão mais de 100 soldados sul-coreanos ficaram, subitamente, em quarentena nessa base? [12]

8. Por favor, poderia explicar por que motivo o Ebola surgiu simultaneamente em três locais diferentes, a milhares de quilómetros de distância uns dos outros e cada um desses locais, a um passo de um laboratório militar dos EUA de armas biológicas? [13] [14] [15]

9. Por favor, poderia explicar por que razão as forças armadas dos EUA parecem estar a liderar com tanta força o surto da COVID-US na Coreia do Sul e por que é que os militares dos EUA têm contacto tão frequente, "hanging with a Jonestown outfit" [16] com o Culto religioso fanático Shincheonji, que tem sido a fonte da maior parte das infecções por COVID-USA na Coreia do Sul? Por favor, poderia também explicar a coincidência do MERS-US e do COVID-US que parecem ter sido originados, talvez, nos mesmos laboratórios JUPITR-ATD da mesma Base Aérea de Osan?

10. Comentou, recentemente, que poderia matar toda a população do Afeganistão em poucos dias. "O Afeganistão seria varrido da face da Terra. Teria desaparecido e sem usar armas nucleares. Teria desaparecido - literalmente, em 10 dias". Como é que estava, precisamente, a propor fazê-lo? Armas biológicas pareceriam ser a única alternativa. A Febre Hemorrágica Viral e o Hantavírus funcionaram, outrora, para os EUA na Coreia do Norte; devem funcionar novamente. Por favor, exemplifique minuciosamente. [17] [18] [19]

11. Por favor, poderia explicar à China e ao mundo, por que é que o CDC encerrou o laboratório de armas biológicas USAMRIID de Fort Detrick? Seria realmente devido, como alegou a comunicação mediática, a uma simples "falha na maneira de agir"? Fechar por contaminação maciça e/ou infecções, por que motivo é que aquele local enorme (80.000 metros quadrados) foi mantido impedido, durante seis meses de testes e de descontaminação, antes de ser permitido retomar apenas parcialmente, o trabalho? Poderia explicar, também, por que razão a maioria dos sites de notícias em inglês foi subitamente impedida de fazer qualquer referência ao encerramento de Fort Detrick, quando o coronavírus entrou em erupção em Wuhan? [20] [21]

12. Em Outubro de 2019, o seu país organizou o Evento 201 [NR] que, retrospectivamente, parecia ter sido uma simulação ao vivo, do surto de vírus que, pouco depois, ocorreu em Wuhan. Mais ainda, num documentário da Netflix, em 2019, intitulado "The Next Pandemic", Bill Gates previa uma pandemia resultante de um surto semelhante ao coronavírus – a começar num mercado chinês. Pode explicar essas coincidências visivelmente surpreendentes? Se o Evento 201 era um exercício civil inocente, por que é que a CIA estava envolvida como participante? Será que conduziram a simulação?

13. É estranho que nos meses anteriores ao surto do coronavírus (e, novamente, durante a epidemia), a China tenha sido atingida por quatro surtos virais inexplicáveis em rápida sucessão, vírus animais novos ou incomuns, que destruíram grande parte do gado e das aves de capoeira do país, causando muito impacto económico, danificando e exigindo a compra de grandes quantidades de produtos agrícolas dos EUA. Parece que a Mãe Natureza decidiu alinhar-se com a política externa dos EUA, não só unindo-se à sua guerra comercial e ajudando o seu esforço para "derrubar a China", mas a sua cumplicidade visível e sem precedentes, na escolha da pior época possível do ano e talvez da pior localização. Em sua opinião, essas meras coincidências seriam apenas uma questão de má sorte? Poderia comentar e prever quando esta situação irá acabar? [22]

14. Parece que a gripe suína que devastou o gado da China, em 2019, não foi um acto de Deus ou da natureza, mas foi praticada por pessoas desconhecidas a pilotar pequenos drones sobre as fazendas de porcos do país e a infectar milhares de locais, o que resultou no abate de mais de 100 milhões porcos. Parece –lhe fora do comum? Gostaria de comentar sobre os prováveis culpados? (Ver nota 2. acima) Por favor, note que os "gangues chineses" e os "especuladores de carne de porco" já estão fora de suspeita. [23]

15. Em relação ao COVID-US, não acreditamos que tenha sido trazido para a China por soldados infectados nos jogos militares de Wuhan. Se isso fosse verdade, todos os soldados estrangeiros teriam sido infectados primeiro e levado o vírus para os seus países de origem, mas os acontecimentos não progrediram nesta sequência. Por favor, conte-nos como pode ter acontecido? Claro que o povo chinês tem todo o direito de sabê-lo.

16. Foi provado, conclusivamente, que a COVID-US não se originou no mercado de Wuhan, nem em Wuhan, nem na China. Além do mais, as estirpes do vírus na maioria das nações, são diferentes daquela que contaminou Wuhan. Por favor, poderia comentar, à luz das suas declarações sobre o "vírus chinês"? [24]

17. Da mesma maneira, as pessoas em Itália e no Irão gostariam de saber como é que estirpes diferentes do vírus podem ter viajado para os seus países. Mais ainda, o mundo inteiro interroga-se por que razão houve duas grandes ondas de infecção global, a primeira infectando 25 países ao mesmo tempo por volta de 25 de Janeiro e a segunda, com 85 países a experimentar simultaneamente vários surtos domésticos explosivos, à distância de alguns dias uns dos outros, por volta de 25 de Fevereiro – e, principalmente, por uma estirpe diferente da estirpe que afectou a China. Visto que só os EUA têm todas as diversas estirpes, parece que estas infecções devem ter tido origem no seu país. Poderia explicar como é que isso pode ter acontecido? [25]

18. De acordo com o exposto acima, o Japão, a Coreia do Sul, a Itália e o Irão relataram que os seus surtos internos de COVID-US não tiveram casos confirmados de exposição à China, mas mostraram ligação com os Estados Unidos. De maneira semelhante, a Austrália alega que 80% das suas infecções vieram dos EUA, outros países também identificaram infecções que foram fabricadas na América. Além do mais, as enormes erupções reprimidas em Washington e Nova York eram de origem inteiramente doméstica, sem ligação comprovada com a China. Por favor, como explica estes factos? [26] [27] [28]

19. A China, a Itália e várias outras nações da Ásia e da Europa documentaram agora provas de que o COVID-US circulava nas suas populações, durante vários meses antes do surto em Wuhan. O Japão e Taiwan documentaram a prova de que vários japoneses foram infectados no Havaí, no final de Setembro de 2019. Por favor, poderia abordar e explicar estas situações? [29] [30]

20. Há dois anos, John Bolton demitiu todo o grupo executivo responsável pela coordenação da resposta à pandemia, estripando a infraestrutura de defesa contra doenças infecciosas do seu país. À luz dos acontecimentos actuais, pode explicar as acções de Bolton e a sua aprovação? O Sr. também reduziu o financiamento ao CDC, eliminando 80% dos seus esforços globais de prevenção de doenças; por outras palavras, o departamento que poderia ter ajudado outras nações a detectar e a controlar as epidemias que sofreram mais tarde. Mais especificamente, uma epidemiologista importante do CDC foi incorporada na agência de controlo de doenças da China, mas eliminou a posição dela e trouxe-a de volta para os EUA, pouco antes do surto de vírus em Wuhan. Por favor, queira explicar por que razão a retirou naquele momento específico? [31] [32] [33]

21. Sobre o COVID-USA, por que motivo é que o CDC proibiu testar os americanos? Por que é que o CDC se recusou a testar mesmo aqueles que já estavam numa Unidade de Cuidados Intensivos e num ventilador? Seria para impedir que os americanos soubessem da epidemia já espalhada no país deles? Por que é que a Dra. Helen Chu emitiu uma ordem ameaçadora de "cessar e desistir" para parar de testar as zaragatoas nasofaríngeas que a sua equipa de pesquisa da gripe havia recolhido no Estado de Washington, a partir de Outubro de 2019? Foi para impedir que surgisse o conhecimento de que o vírus já circulava livremente meses antes? Este ponto é pertinente porque, normalmente, a razão pela qual não fazemos uma pergunta em particular é porque já sabemos a resposta, e a razão pela qual não fazemos a pergunta publicamente, é porque não queremos que mais ninguém saiba a resposta. [34]

22. O Director do CDC, Robert Redfield, admitiu que as mortes por gripe nos EUA eram realmente do coronavírus. Quantas das 35 milhões de infecções e 20.000 mortes foram diagnosticadas erradamente? Será que foi acidental? Quando a causa da morte foi descoberta nas autópsias, por que razão é que as informações foram mantidas em segredo? Por que é que as famílias das vítimas falecidas foram informadas de que morreram de gripe, quando os atestados de óbito diziam "coronavírus"? [35]

23. Tenho muitos relatos de americanos em Washington, Nova York, Califórnia, Maryland, Virgínia e outros Estados, que alegam a existência de infecções, principalmente na parte final de Dezembro de 2019, mas várias no início de Setembro, todas descrevendo sintomas persistentes, semelhantes com o COVID -US.
"Tenho a certeza que recebeu milhares de e-mails, mas queria que soubesse o quanto gostei e acreditei no seu artigo. Estou a tentar encontrar essas informações online. Acredito firmemente que sou um dos cidadãos dos EUA que tiveram esse vírus em Dezembro de 2019. Por favor, continue a sua pesquisa."

"Moro no sudoeste da Pensilvânia. Fiquei doente muito rapidamente, em 23 de Dezembro, no trabalho. Pensei que estava com gripe, embora fosse diferente de tudo que já tive antes. Em retrospectiva, vejo que tinha todos os sintomas do coronavírus".

"Foi de 30 de Setembro de 2019 a 9 de Outubro de 2019, que o meu marido foi hospitalizado."
Poderia comentar sobre a existência visível e generalizada, do COVID-US nos Estados Unidos, a partir de Setembro de 2019?

24. A OMS salientou que o mais importante era "testar, testar, testar", mas os EUA são o único país que se recusou firmemente a testar, usando muitas desculpas que parecem coxas e suspeitas, em retrospectiva. O Dr. Ashish Jha, do Instituto Global de Saúde de Harvard, disse que a "resposta dos Estados Unidos tem sido péssima. É difícil imaginar como eles poderiam ter feito pior. Ainda somos o único país importante do mundo que [não está a fazer] testes generalizados para o coronavírus. (...) Isto é uma loucura, dada a nossa capacidade técnica e científica". Por favor, poderia comentar? [36]

25. O Sr. deu a si mesmo a nota máxima ao lidar com esta crise, dizendo: "Eu daria nota 10. Considero que fizemos um óptimo trabalho". Gostaria de explicar como chegou a esse número? Entretanto, até o New York Times discordou desta afirmação, dizendo: "A falha em explorar o estudo da gripe [Dra. Helen Chu], detalhada aqui pela primeira vez, foi apenas uma de uma série de oportunidades perdidas pelo governo federal de garantir mais testes generalizados durante os primeiros dias do surto, quando a contenção teria sido mais fácil". Por favor, poderia comentar? [37] [38]

26. A sua Casa Branca e a comunicação mediática dos EUA fizeram muitos gracejos sobre a proximidade da Universidade de Wuhan com o mercado de marisco – onde vocês alegaram que o surto de vírus se tinha originado. Por favor, solicite a um dos seus funcionários que faça uma pesquisa no mapa sobre o seguinte endereço – Trade Tower I, No. 568, Jianshe Avenue, Jianghan District, Wuhan 430022. [39] Agora, peço-lhe, importa-se de escrever um parágrafo sobre o seguinte tema: "Consulado Geral dos EUA próximo – de maneira suspeita – do mercado de marisco em Wuhan"?

27. No início de Março, o Sr. declarou surpreendentemente, tornar secretas, todas as informações e reuniões da COVID-US, com toda a comunicação a ser reencaminhada pela Casa Branca e coordenada com os funcionários do NSC. Somente indivíduos portadores de uma habilitação de segurança podem participar nas reuniões secretas, sem telemóveis e sem computadores. Os membros da equipa excluídos alegaram que foram informados que a informação sobre o vírus era secreta "porque tinham a ver com a China". Por favor, pode comentar a necessidade de um secretismo tão extremo (enquanto condena a China por falta de transparência) e explicar porque razão lidar com uma epidemia de vírus no seu país, tem algo a ver com a China? [40] [41] [42]

28. Os virologistas são unânimes em afirmar que o primeiro acto após um surto de um agente patogénico (natural ou artificial) é encontrar a fonte e localizar o 'paciente zero', para interromper a infecção na sua origem. Todos os países principais fizeram grandes esforços nesse sentido – excepto os EUA, que não fizeram nenhum esforço visível de qualquer tipo. Por favor, poderia explicar por que é que procedem assim?

29. Há vários meses, as autoridades médicas e estatais chinesas, italianas e iranianas pedem colaboração internacional para localizar o arquétipo genético preciso dos surtos globais e identificar a verdadeira origem do vírus. Como toda a Humanidade deseja desesperadamente as respostas, será que os EUA estão a cooperar nesse esforço?

30. Os media dos EUA fIzeram um grande alarido sobre a China punir o suposto autor das denúncias, Li Wenliang, com alguns media a inventarem afirmações falsas de que ele foi forçado a confessar e até foi preso. A narrativa oficial, é claro, é que os Estados Unidos valorizam os seus denunciantes, enquanto os chineses são maus com os deles. Mas hoje, Li Wenliang é um herói nacional na China. Gostaria de comentar e comparar a sua posição com as de Edward Snowden, Julian Assange e Chelsea Manning?

31. Está documentado que a vossa Radio Free Asia criou e divulgou amplamente as mentiras de que a Universidade de Wuhan é um laboratório de armas biológicas e o coronavírus escapou de lá. Como a Radio Free Asia faz parte integrante da vossa máquina de desinformação e se reporta a Mike Pompeo, ele ou o Sr. gostariam de comentar sobre essa difamação evidente?

32. A sua Casa Branca e a sua comunicação mediática tentaram denegrir a China com acusações e insinuações de um péssimo registo de fugas de agentes patogénicos biológicos, se bem que a China tivesse tido apenas duas ou três pequenas evasões, há cerca de 10 anos e nada desde então. No entanto, o vosso CDC verifica que, entre 2005 e 2012, os EUA tiveram 1.059 casos de roubo ou fugas de agentes patogénicos perigosos que infringiram o controlo. Um a cada três dias, durante sete anos. Por favor, poderia comentar sobre essa disparidade? [43] [44] [45]

33. Um teste de vírus na China custa menos de 100 dólares e é pago pelo Governo. Nos EUA, o custo do mesmo teste varia entre1.500 e 3.000 dólares e tem ser pago pelos pacientes – que podem não ter seguro de saúde. Por favor, pode comentar sobre a utilidade relativa do sistema de saúde dos EUA e, por favor, poderia referir a quem é que o mesmo sistema pode interessar?

34. Este é o calendário documentado da China, referente ao surto da COVID-EUA:

– 26/Dezembro/2019: Jixian Zhang detecta quatro infecções por pneumonia anómala em Wuhan e refere-as ao CDC da província, no dia seguinte. As autoridades provinciais informam imediatamente o CDC nacional que se prepara para activar os protocolos de resposta à pandemia. Ainda não haviam sido agrupadas ou identificadas, infecções anteriores.
– 30/Dezembro/2019: o CDC nacional da China notifica a OMS.
– 31/Dezembro/2019: A OMS relata publicamente o novo surto de vírus.
– 7/Janeiro/2020: os virologistas chineses identificam o vírus e confirmam a determinação completa da ordem ou sequência dos elementos do genoma, cinco dias depois.

À luz do exposto, explique a sua argumentação de que as autoridades médicas chinesas "encobriram" o surto e "protelaram essa informação ao mundo, durante dois meses" de tempo de preparação. O atraso de dois meses alegado significaria que a China teria de notificar o mundo, em Outubro, de um vírus que não iria surgir senão seis semanas depois. Por favor, pode explicar detalhadamente as suas reivindicações?

35. Se fosse atribuída à China toda a narrativa acima e se o SARS, o MERS, a SIDA, o EBOLA, a gripe das aves, a gripe suína e o COVID-19 irrompessem primeiro nos EUA, o Sr. afirmaria que isto era prova cabal de que a China era a responsável. Não é de surpreender que grande parte do mundo, hoje, esteja naturalmente a tender acolocar esses surtos à sua porta. Gostaria de comentar?

36. O Sr. Pompeo deu instruções à equipa global do Departamento de Estado para culpar vigorosamente a China pelo COVID-US, embora eu acredite que o Sr. Pompeo tenha sido registado a afirmar que o governo "mente, engana e rouba" para atingir os seus objectivos. Se a memória não me trai, ele admitiu publicamente que a mentira é uma das capacidades americanas mais poderosas, espalhando acusações infundadas como que despejar água suja em água limpa para obter uma mistura poluída. Como o Sr. Pompeo funciona da maneira que o Sr. gosta, agradecia que comentasse em que medida partilha a filosofia dele? [46] [47]

37. Pompeo deu ordens específicas à equipa global do Departamento de Estado para retratar os EUA "em todas as entrevistas" como "A maior nação humanitária da História do Mundo". Recentemente, o Sr. alargou as sanções contra o Irão, impedindo a compra de fornecimentos de materiais médicos críticos, e garantiu que o Banco Mundial recusaria o apelo da Venezuela de pedido de empréstimo para financiar a assistência médica. Enquanto a China, a Rússia e Cuba enviaram material e médicos para quase 100 países em todo o mundo, os EUA não prestaram assistência a ninguém. Essas acções parecem incoerentes com a sua auto-imagem de uma "grande nação humanitária", parecendo ao mundo que os EUA são uma nação quase selvagemmente desumana. Por favor, poderia reformular essa discrepância visível?

38. Muitas pessoas no Irão e na Venezuela, também estão agora a morrer todos os dias, como consequência directa das suas políticas. Por favor, pode explicar qual é o prazer que resulta em matar essas populações?

39. Notícias recentes informaram que o Sr. ligou para o Presidente da pequena Coreia do Sul a implorar fornecimentos médicos. Isto parece um pouco patético, mas talvez possa explicar. Relata que a China está a enviar milhares de toneladas de fornecimentos médicos para os EUA. Poderia comentar sobre a posição de que o mundo devia tratar os EUA como os EUA tratam o Irão e se recusam a enviar qualquer coisa?

40. A pandemia da gripe "espanhola" de 1918, que matou de 20 milhões a 50 milhões de pessoas, provou ter sido originada nos EUA e propagada em todo o mundo por sigilo e imprudência. A pandemia do H1N1, de 2008, também se originou nos EUA e espalhou-se pelo mundo pelas mesmas causas, o seu CDC, durante seis meses foi incapaz ou não quis identificar o agente patogénico, mantendo o segredo e promovendo a desinformação, causando entre 200.000 a 500.000 mortes prematuras em todo o mundo. O HIV-AIDS também teve origem nos EUA e a sua disseminação simultânea em dois outros continentes ainda é um assunto de intenso debate. Gostaria de comentar a culpabilidade dos EUA nessas epidemias mortais? Tem intenção de pedir desculpa ao mundo pelo vosso descuido? Apoiaria acções judiciais colectivas a favor das vítimas?

Epílogo

Acredito que a verdade sobre a COVID-US acabará por surgir. Deve haver muitas pessoas com conhecimento pessoal da fonte e do método de distribuição. O que precisamos agora é de mais um corajoso Edward Snowden ou Chelsea Manning para deixar escapar as informações. Veremos, então, como os EUA realmente valorizam os seus denunciantes. 

(1) https://www.telegraph.co.uk/...
(2) https://www.anti-empire.com/...
(3) https://shadowproof.com/...
(4) http://www.internationalist.org/...
(5) William Blum, Killing Hope: U.S. Military and CIA Interventions Since World War II [Common Courage Press, 1995]).
(6) https://www.globalresearch.ca/...
(7) https://www.independent.co.uk/...
(8) https://www.lewrockwell.com/...
(9) https://www.globalresearch.ca/...
(10) Os links originais já não estão activos. Seria necessária uma busca no arquivo para localizar os artigos Wenweipo, AP e Reuters
(11) Why Didn't Any Americans Die From SARS? https://www.caixinglobal.com/...
(12) https://rense.com/general96/merspenta.html
(13) http://www.informationclearinghouse.info/article40012.htm
(14) https://www.globalresearch.ca/...
(15) The Ebola Strain Links African Outbreak To A Lab Escape; http://www.rense.com/
(16) Uma descrição de Shincheonji de uma amiga chamada Kate.
(17) https://www.globalresearch.ca/...
(18) https://www.abc.net.au/...
(19) https://www.presstv.com/...
(20) https://www.sott.net/...
(21) https://www.sott.net/...
(22) https://www.globalresearch.ca/...
(23) https://www.nbcnews.com/...
(24) https://news.cgtn.com/...
(25) https://www.globalresearch.ca/...
(26) https://news.cgtn.com/...
(27) O Primeiro Ministro australiano, Scott Morrison, fala durante uma conferência de imprensa conjunta com a Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, na Admiralty House, em Sydney, Austrália, em 28 de Fevereiro de 2020./Reuters
(28) https://www.denverpost.com/2020/03/13/iceland-coronavirus-traced-denver/
(29) https://www.nytimes.com/2020/02/14/us/coronavirus-hawaii-japan.html
(30) https://www.theguardian.com/...
(31) https://www.nbcnews.com/...
(32) https://www.washingtonpost.com/...
(33) https://foreignpolicy.com/...
(34) https://www.nytimes.com/2020/03/10/us/coronavirus-testing-delays.html
(35) https://www.globalresearch.ca/...
(36) https://newsd.in/us-officials-stopped-use-of-flu-research-to-test-for-covid-19/
(37) https://www.huffpost.com/...
(38) https://www.salon.com/...
(39) Contribuição de um amigo online cujo nome desconheço.
(40) www.nytimes.com/...
(41) https://www.reuters.com/...
(42) https://www.shine.cn/news/world/2003144261/
(43) s://www.scientificamerican.com/article/cdc-botched-handling-of-deadly-flu-virus/
(44) https://www.cdc.gov/media/releases/2014/p0711-lab-safety.html
(45) https://www.usatoday.com/...
(46) https://ussanews.com/...
(47) https://www.centerforsecuritypolicy.org/...

[NR] Evento 201: Ver O coronavírus foi ensaiado mediante um simulacro de pandemia em Setembro de 2019 num hotel de Nova York


Ver também:
  • Acerca da guerra bacteriológica durante a Guerra da Coreia – Relatório da Comissão Científica Internacional que a investigou

  • Report of the International Scientific Commission for the Investigation of the Facts Concerning Bacterial Warfare in Korea and China , Pequim, 1952, 764 p., 235 MB

    [*] Consultor de administração e empresário aposentado. Ocupou cargos executivos especializados em empresas de consultoria internacionais e possuía uma empresa internacional de importação e exportação. Professor Visitante da Universidade Fudan de Shangai, apresenta estudos de casos em assuntos internacionais a executivos especializados. Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com.

    O original encontra-se em www.veteranstoday/...
    e a tradução de Luisa Vasconcellos em paulcraigrobertstranslations.blogspot.com/...


    Esta carta aberta encontra-se em https://resistir.info/ .
  • domingo, 8 de março de 2020

    Putin salva Erdogan de si próprio


    por Pepe Escobar [*]
     
    No início de sua maratona de discussões em Moscovo, na quinta-feira, o presidente russo Vladimir Putin destinou ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan a mais extraordinária jogada diplomática do jovem século XXI.

    Putin disse: "No início de nossa reunião, gostaria de expressar mais uma vez minhas sinceras condolências pela morte dos seus militares na Síria. Infelizmente, como já lhe disse durante o nosso telefonema, ninguém, incluindo as tropas sírias, sabia o paradeiro deles.

    Eis como um verdadeiro líder mundial diz a um líder regional, a fim de salvar a sua face, que se abstenha de posicionar suas forças como apoiantes de jihadistas – incógnitos, em meio de um teatro de guerra explosivo.

    A discussão cara-a-cara Putin-Erdogan, apenas intérpretes foram permitidos na sala, perdurou três horas, antes de uma outra hora com as respectivas delegações. No final, tudo se resumiu a Putin vender uma maneira elegante de Erdogan salvar a face – na forma de mais um cessar-fogo em Idlib, o qual começou à meia-noite da quinta-feira, assinado em turco, russo e inglês – "todos os textos tendo igual força legal".
    Corredor de segurança.
    Além disso, em 15 de Março, começará o patrulhamento conjunto turco-russo ao longo da auto-estrada M4 – o que implica que não será permitido que as intermináveis estirpes mutantes da Al-Qaeda na Síria a retomem.

    Se tudo isso parece déjà vu, é porque é. Algumas fotos oficiais da reunião em Moscovo mostram o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e o ministro da Defesa, Sergey Shoigu – os outros dois pesos pesados na sala, além dos dois presidentes. Na esteira de Putin, Lavrov e Shoigu devem ter dado uma reprimenda a Erdogan em termos inequívocos. Basta: agora comporte-se, por favor – ou então enfrente consequências drásticas.

    O segundo Ataturk

    Uma característica previsível do novo cessar-fogo é que tanto Moscovo como Ancara – partes do processo de paz de Astana, juntamente com Teerão – permanecem comprometidos em manter a "integridade e soberania territorial" da Síria. Mais uma vez, não há garantia de que Erdogan cumpra.

    É crucial recapitular o básico. A Turquia está em profunda crise financeira. Ancara precisa de dinheiro – muito. A lira está em colapso. O Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) está a perder eleições. O antigo primeiro-ministro e líder do partido Ahmet Davutoglu – que concebeu o neo-otomanismo – abandonou o partido e está a criar o seu próprio nicho político. O AKP está atolado numa crise interna.

    A resposta de Erdogan foi ir à ofensiva. É assim que ele restabelece a sua aura. Combine Idlib com suas pretensões marítimas em torno de Chipre e a pressão chantagista sobre a UE inundando a ilha grega de Lesbos com refugiados e temos o modus operandi da marca Erdogan em pleno andamento.

    Em teoria, o novo cessar-fogo forçará Erdogan a finalmente abandonar toda aquela miríade de metástases al Nusra/ISIS – aquilo que o Ocidente chama de "rebeldes moderados", devidamente armados por Ancara. Esta é uma linha vermelha absoluta para Moscovo – e também para Damasco. Não haverá território para jihadistas. O Iraque é outra história: o ISIS ainda está à espreita em torno de Kirkuk e de Mosul.

    Nenhum fanático da NATO alguma vez admitirá isto, mas mais uma vez foi apenas a Rússia que impediu a ameaçada "invasão muçulmana" da Europa anunciada por Erdogan. Mas nunca houve qualquer invasão em primeiro lugar, só uns poucos milhares de migrantes económicos do Afeganistão, Paquistão e Sahel, não de sírios. Não há "um milhão" de refugiados sírios prestes a entrar na UE.

    A UE, como de costume, continuará a tagarelar. Bruxelas e a maioria das capitais ainda não entendeu que Bashar al-Assad tem estado a combater o Nusra/ISIS o tempo todo. Eles simplesmente não entendem a correlação de forças no terreno. Sua posição recuada é sempre o CD arranhado dos "valores europeus". Não é de admirar que a UE seja um actor secundário em toda a tragédia síria.

    Recebi um excelente feedback de analistas turcos progressistas quando tentei conectar as motivações de Erdogan Khan com a história da Turquia e os impérios das estepes.

    O argumento deles, basicamente, é que Erdogan é internacionalista – mas apenas em termos islâmicos. A partir de 2000, ele conseguiu criar um clima de negação dos antigos motivos nacionalistas turcos. Ele usa a "turquidade" (turkishness) mas, como enfatiza um analista, "ele nada tem a ver com os antigos turcos. Ele é um Ikhwani . Ele tão pouco se importa com os curdos, desde que eles sejam seus 'bons islâmicos' ".

    Outro analista destaca que "na Turquia moderna, ser 'turco' não está relacionado à raça, porque a maior parte dos turcos são da Anatólia, uma população mista".

    Então, em poucas palavras, com o que Erdogan se importa é Idlib, Alepo, Damasco, Meca e não o sudoeste da Ásia ou a Ásia Central. Ele quer ser "o segundo Ataturk". Mas ninguém, excepto os islâmicos, o encara deste modo – e "por vezes ele mostra a sua raiva por causa disto. O seu único objectivo é derrotar Ataturk e criar um oposto islâmico de Ataturk". E a criação deste anti-Ataturk seria através do neo-otomanismo.

    O historiador independente Dr. Can Erimtan, que tive o prazer de conhecer quando ele ainda vivia em Istambul (ele agora está no exílio), apresenta antecedentes eurasianistas abrangentes para os sonhos de Erdogan. Bem, Vladimir Putin acaba de oferecer ao segundo Ataturk algum espaço para respirar. Todas as [suas] apostas estarão perdidas se o novo cessar-fogo se transformar numa pira funerária.
    06/Março/2020
     

    Do mesmo autor:

  • Empires of the Steppes Fuel Erdogan Khan’s Dreams

    O original encontra-se em www.unz.com/pescobar/putin-saves-erdogan-from-himself/


    Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .
  • domingo, 16 de fevereiro de 2020

    Por trás da ideologia verde

    – Os piores projectos das elites mundializadas


    por Pierre Lévy [*]
     
    A nova santa da religião aquecimentista. O "Pacto verde" ("Green Deal" no jargão bruxelense) é doravante o eixo principal das instituições europeias. Ele foi apresentado por Bruxelas em Dezembro último. No dia 14 de Janeiro, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen precisou o financiamento, antes de ser lançada, na Primavera, uma "grande lei climática" que será imposta aos Estados membros. Estão em causa milhões de milhões de euros. Este vasto "plano de batalha ecológica" vai-se tornar, segundo a sra. Von der Leyen, a "marca de fábrica" da UE.

    Naturalmente, encontram-se numerosas vozes que consideram que tudo isto não iria suficientemente longe. Outros, ou os mesmos, acusaram a Comissão de vigarice, de "parecer" converter-se à ecologia cedendo ao ar dos tempos.

    O discurso ambientalista estrutura a ideologia das elites mundializadas, de que Bruxelas é um dos mais belos espécimes

    Não é o caso. O discurso ambientalista estrutura em profundidade a ideologia das elites mundializadas, de que Bruxelas é um dos mais belos espécimes. Ela encontra suas raízes há várias décadas. Assim, um cenáculo saído da OCDE (organização dos países ocidentais mais ricos), conhecido sob o nome de Clube de Roma, publicou em 1972 um relatório tornado célebre intitulado "Os limites do crescimento".

    Este texto foi vivamente apoiado por Sicco Mansholt, presidente da Comissão Europeia em 1972-1973. O sr. Mansholt, geralmente considerado como um dos "pais da Europa", já defendia o decrescimento.

    E se houver dúvida quanto ao papel motor dos dirigentes, políticos, financeiros e oligárquicos, na promoção das teses pró clima e pró ambiente, não é proibido observar que o emblemático multimiliardário americano Michaël Bloomberg até recentemente era o representante da ONU para o clima. Ele acaba de ser substituído neste posto pelo canadiano Mark Carney, que foi presidente do Banco da Inglaterra até Janeiro de 2020. O homem tornou-se célebre pelas suas previsões apocalípticas em caso de Brexit. Ela agora tem um novo emprego para exibir seus talentos de profeta de catástrofes anunciadas mas fantasistas.

    Distinguir dois planos

    Convém à partida distinguir dois planos de reflexão quanto ao "aquecimento climático": por um lado, a investigação e a confrontação científica; por outro, a análise e a compreensão das questões que lhe estão ligadas: económicas, sociais, políticas, geopolíticas, democráticas, mesmo filosóficas.

    O primeiro debate, sobre a realidade das ditas alterações climáticas e sobre suas possíveis causas, cabe aos próprios cientistas. Não será abordado aqui. Neste momento pode-se recordar que não há uma unanimidade entre os investigadores que estabelecesse sem contestação a existência do aquecimento de origem antrópica – a não ser que se trate todos os cientistas dissidentes como fantasistas, ignorantes ou impostores.

    Um espírito racional deveria estar assustado pela omnipresença totalitária da tese dominante, tão martelada que se torna difícil sair do quadro do pensamento imposto

    Em contrapartida, todos os cidadãos são perfeitamente legítimos para se inscreverem no outro debate, aqueles que tentam discernir os meandros das campanhas actuais. De resto, um espírito racional e crítico deveria ficar assustado pela omnipresença totalitária da tese dominante, pregada da manhã à noite na imprensa escrita e audiovisual, até ao ponto em que se torna difícil sair do quadro de pensamento imposto. Se se ouvir bem certos militantes ecologistas, não se estaria muito longe da execução do crime de "negacionismo climático" e mesmo das sanções penais correspondentes.

    Cinco dossiers, pelo menos, podem ser evocados. Eles põem à luz a ligação intrínseca entre os interesses da oligarquia ocidental mundializada e a ideologia pró clima. Não se pode citar aqui senão os títulos de capítulo, cada um deles merecendo evidentemente desenvolvimentos mais amplos.

    Primeiro dossier: o social

    O primeiro poderia assim ser resumido: a sobriedade julgada necessária para "salvar o planeta" é na realidade o subterfúgio da austeridade que as forças do dinheiro entendem impor aos povos. Ela tem seus agentes, evidentemente, em numerosas sucursais da "esquerda" e por vezes é exaltada sob o nome de "sobriedade feliz". Para todos aqueles que se inquietam quanto à maneira de colmatar seu fim de mês, agita-se a ameaça do fim do mundo. O "super-consumo", inclusive de energia, é apontado a dedo com o lema: "mais vale ser melhor do que ter mais.

    Será de notar que este estado de espírito não é novo na ideologia dominante. O outrora mediático jornalista François de Closets construiu o essencial da sua carreira editorial a denunciar as pessoas que desejariam "Sempre mais", título de uma da vintena de obras aparecidas desde 1970 sobre este mesmo tema.

    O antagonismo entre aqueles que se angustiam quanto ao "fim do mês" e aqueles que alertam sobre o "fim do mundo" irrompeu em Novembro de 2018: o movimento dos Coletes amarelo nasceu da recusa ao tributo que o governo tentou impor sobre os combustíveis, com o fim confessado de "modificar os comportamentos".

    Centenas de milhares de empregos directos estão ameaçados, em nome do enverdecimento da economia

    O poder de compra de milhões de trabalhadores não está apenas ameaçado. Centenas de milhares de empregos directos estão igualmente ameaçados, em nome do enverdecimento da economia – projectado para criar outros postos de trabalho, mas mais tarde. Uma realidade que se encontra nos quatro cantos da União Europeia. Não é por acaso que a Comissão prevê um Fundo destinado especialmente a "acompanhar" os futuros trabalhadores privados do seu emprego e as futuras regiões sinistradas.

    Sem dúvida não é inócuo observar que as categorias mais ameaçadas são as mais emblemáticas da força e da história operárias: mineiros (em França, encontraram outros pretextos para liquidar esta actividade anteriormente), siderurgistas, operários das indústrias química e do automóvel... Um pouco como se no inconsciente dos dominantes se tratasse de se desembaraçarem das fábricas demasiado "carbónicas"... e ao mesmo tempo das classes perigosas, sobretudo ali onde elas estão concentradas e combativas.

    Segundo dossier: a geopolítica

    O segundo domínio é de outra natureza. Tem a ver com uma imperícia do Todo Poderoso: este teve o mau gosto de repartir os hidrocarbonetos confiando uma grande parte aos Estados não alinhados com o Ocidente... Assim, a Rússia, o Irão, a Venezuela, para citar apenas três exemplos, são os países onde estão concentradas as maiores reservas petrolíferas e/ou gasistas.

    Portanto pode-se imaginar que nas esferas dominantes, não se ficaria forçosamente descontente em que estes Estados fossem pouco a pouco privados dos recursos proporcionados pelas exportações de energia carbónica. Ao diabolizar esta última enfraquecem-se assim as posições e os meios financeiros dos adversários ou dos inimigos designados.

    Terceiro dossier: a governação mundial

    O terceiro dossier tem forte conotação ideológica. Repetem-nos continuamente: a catástrofe climática não pode ser combatida senão à escala mundial. Uma lenga lenga providencial para todos aqueles que militam, há décadas, por uma governação mundializada (sonho final dos poderosos) e suas declinações em grandes blocos regionais tais como a UE.

    Logo, isto vem mesmo a propósito: para resolver os grandes problemas do nosso tempo, a escala dos Estados-nação estaria ultrapassada. De repente, a tese tem todas as aparências da evidência: o aquecimento não tem fronteiras, é preciso portanto esquecer as velhas ideias da soberania nacional.

    Quarto dossier: a democracia

    A quarta dimensão dos imperativos climáticos impostos refere-se a uma questão que não é decididamente anódino: a democracia. Pois os exemplos o mostram: as classes populares, os povos, parecem não aceitar submeter-se à doxa ambientalista, em todo o caso não suficientemente rápido para evitar as catástrofes anunciadas.

    Pior, estariam prontos a punir eleitoralmente os governos demasiado zelosos em matéria de luta contra o CO2. E como estes teriam a fraqueza de temerem as reacções dos seus eleitores, as medidas necessárias – resumidas na fórmula: "é preciso mudar radicalmente nosso modo de vida" – são eternamente retardadas...

    A conclusão se impõe: a democracia tornou-se um obstáculo à sobrevivência do planeta. Alguns afirmam-no abertamente. Outros, que não podem ser tão brutais, interrogam-se gravemente. Pois se a nossa sobrevivência colectiva está realmente ameaçada, a democracia deve ceder. Isto é imparável – e é sobretudo, miraculosamente, uma aurora para os poderosos do mundo, que fazem cada vez menos boa convivência com a soberania popular (a Comissão Trilateral já havia apontado os "problemas" da democracia na década de 1970 – a época do Clube de Roma).

    Último dossier: a colocação em causa do progresso

    Finalmente, a quinta questão é provavelmente a mais fundamental e refere-se ao progresso. Não pode passar desapercebido a ninguém que o "estilo da época" põe-no fundamentalmente. O progresso sob todas as suas dimensões – social (poder de compra, protecção social, serviços públicos...), económico (crescimento), cultural, científico, tecnológico... – seria, pode-se escolher, suspeito, culpável, arriscado ou arrogante.

    Aqui e ali, interroga-se gravemente: não se teria ido demasiado longe? O dogma dominante poderia ser enunciado assim: "queira deixar o planeta no estado em que o encontrou". E para dar uma dimensão emocional suplementar ao caso, convocam-se "nossos filhos", "nossos netos" em relação aos quais arcamos com uma pesada responsabilidade. Exactamente o mesmo argumento que para a dívida...

    O leque é vasto, desde os colapsólogos a defenderem abertamente o retorno à charrua (quando não ao suicídio preventivo da humanidade, único método para deixar o planeta sobreviver) até aos mais prudentes que se contentam em por em causa cada novo projecto de infraestrutura (ferroviária, rodoviária, aeroportuário, hidráulica – há sempre um castor dos pampas que é preciso salvar). Teremos nós realmente necessidade de tudo isto? murmura-se de diferentes lados.

    Naturalmente, a querela entre partidários de uma visão prometéica da humanidade os defensores de uma antiga idade de ouro (que nunca existiu) não é nada nova. Mas a incapacidade progressiva do actual sistema dominante em criar riqueza (outra que não seja para os seus accionistas) tem como consequência que este sistema segregue ideologias regressivas, tal como o decrescimento, que não é senão o vestuário bio da recessão.

    A concepção da relação entre o homem e a natureza é o terreno privilegiado desta evolução literalmente reaccionária. Seria preciso "preservar", "defender", "respeitar" a natureza. Pior: a ideologia dominante de agora em diante estabelece uma equivalência entre "natural" e "bom" (a nauseante abundância publicitária neste sentido o ilustra). Será preciso recordar que este culto do "natural" nem sempre foi celebrado?

    Será que se mede o absurdo de semelhante injunção? A natureza regorgita de produtos tóxicos, ao passo que produtos dos mais artificiais (medicamentos, química) representam um trunfo insubstituível para o bem-estar colectivo e individual. Ainda que, evidentemente, se deva opor às poluições decorrentes da busca desenfreada de lucro – e não do progresso enquanto tal.

    Não se pode conceber a epopeia da humanidade como uma sequência de combates para descobrir e inventar, para se emancipar dos "constrangimentos da natureza"?

    Mais generalizadamente, não de pode conceber a epopeia humana como uma sequência de combates para descobrir e inventar, para se emancipar dos "constrangimentos da natureza"? Desde os primeiros humanos que constroem um tecto protector para se porem ao abrigo dos caprichos da natureza, à época actual onde se envia uma sonda para examinar o sol, o homem sempre procurou libertar-se dos constrangimentos para tornar possível o que era impossível.

    Não tem a humanidade precisamente como característica agira contra a natureza?

    Não é isto que poderia definir a humanidade? Esta última não tem como característica agir contra-natura ? A começar por esta luta milenar para repor em causa uma das principais características da natureza: a lei da selva.

    Portanto, de um lado há aqueles que respeitam a natureza, em particular uma das suas constantes (ainda que não exclusiva): os mais fortes dominam os mais fracos, os predadores alimentam-se das presas. E do outro aqueles que têm no coração o combate pela igualdade – combate que decorre, se se ousa resumir, desde o levantamento dos escravos com Espártaco aos assalariados actuais em luta pelas pensões de reforma.

    Ao pretenderem "salvar o planeta" das ameaças que a actividade humana, sob a forma de CO2, faria pairar sobre ele, as instituições europeias escolheram o seu campo. Temos o direito de escolher o oposto, que pretende não limitar o campo dos possíveis ao existente. Ou, pelo menos, aceitar o debate sem invectivas e sem delírios apocalípticos.
    12/Fevereiro/2020
     

    Ver também:

  • Acerca do chamado "aquecimento global"

    [*] Redactor-chefe de Ruptures

    O original encontra-se em ruptures-presse.fr/opinions/pacte-vert-progres-climat-environnement/


    Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .
  • quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

    Foram utilizados explosivos no 11/Set


    por Craig McKee [*]
     

    Colapso do WTC7. Pela primeira vez desde sempre, um organismo eleito nos Estados Unidos declara que está "para além de qualquer dúvida" que explosivos – não impactos de aviões e incêndios isolados – destruíram as três torres do World Trade Center em 11 de Setembro de 2001.

    Comissários do Distrito de Bombeiros (Fire District) da Franklin Square e de Munson, localizados próximos de Queens, Nova York, aprovaram por unanimidade uma resolução histórica em 24 de Julho [de 2019] que clama por uma nova investigação a todos os aspectos do 11/Set e que menciona "evidência esmagadora" de que foram plantados explosivos em todas as três torres antes do 11/Set. A resolução declara que os Board of Fire Commissioners do distrito "apoiam plenamente um abrangente grande júri federal de investigação e acusação de todo o crime relativo aos ataques do 11 de Setembro..."

    "Foi um assassinato em massa", disse o comissário Christopher Gioia numa entrevista. "Três mil pessoas foram assassinadas a sangue frio". Gioia, que escreveu e apresentou a resolução, diz que o número de mortos no seu departamento devido aos eventos daquele dia foi devastador. Os membros Thomas J. Hetzel e Robert Evans morreram no Piso Zero no 11/Set. Outros, incluindo os comissários Philip Malloy e Joseph Torregrossa, ficaram doentes devido à exposição ao ar tóxico durante operações de resgate e recuperação.

    "Nós não deixamos nossos irmãos para trás", disse Gioia. "Não vamos esquecê-los. Eles merecem justiça e vamos fazer com que a justiça seja feita".

    Desde que um amigo o alertou vários anos atrás para o colapso aparentemente inexplicável do Edifício 7, Gioia tem dedicado sua paixão e tempo à investigação do assunto. Ele descobriu que apesar de serem apenas fogos pequenos e isolados só nuns poucos pisos, o edifício de 47 andares veio abaixo simetricamente, dentro do seu próprio terreno, em apenas menos de sete segundos no 11/Set.

    A investigação oficial do colapso foi conduzido pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) – uma agência tutelada pelo Departamento do Comércio dos EUA – o qual de algum modo concluiu que incêndios normais de escritório foram responsáveis pela falência da estrutura. Mas as descobertas de investigadores independentes do 11/Set a trabalharem com Architects & Engineers for 9/11 Truth (AE911Truth) posteriormente forçaram o NIST a admitir que o edifício veio abaixo numa queda livre durante pelo menos um terço da sua queda de sete segundos. Isto é algo que só podia acontecer se todas as colunas de suporte falhassem virtualmente em simultaneidade. Apesar desta admissão, o NIST apegou-se à sua conclusão original.

    Gioia decidiu entrar em acção quando soube que o Comité de Juristas para Inquérito ao 11/Set (Lawyers' Committee for 9/11 Inquiry) havia submetido a Geoffrey Berman, o Promotor para o Distrito Sul de Nova York, uma petição contendo evidência poderosa que contradiz a narrativa oficial do 11/Set. Berman concordou em cumprir a lei que dele requeria arrolar membro de um grande júri especial para examinar esta evidência. Embora ainda não o tenha cumprido, o Comité de Juristas continua a pressionar.

    Estudo de universidade confirma que incêndios não foram a causa

    A resolução do distrito de bombeiros não é o único desenvolvimento dramático na frente do 11/Set nos últimos dias e semanas. Em Março, um processo conjunto federal foi lançado contra o FBI pela AE911Truth, pelo Comité de Juristas e por membros de famílias vítimas do 11/Set. Ele sustenta que a agência falhou em desempenhar uma avaliação obrigatória do Congresso quanto à evidência conhecida do 11/Set que não fora considerada pela Comissão do 11/Set.

    E talvez o mais poderoso passo em frente tenha sido dado em 3 de Setembro com a desde há muito aguardada divulgação do importante Estudo do Edifício 7 – Uma reavaliação estrutual do colapso do World Trade Center 7 ( Building 7 Study – A Structural Reevaluation of the Collapse of World Trade Center 7 ) pela Universidade do Alasca Fairbanks (UAF). O estudo de quatro anos, dirigido pelo Dr. Leroy Hulsey, Ph.D., e dois outros investigadores, é uma "análise de elementos finitos" que utiliza modelação por computador baseada nas plantas originais dos edifícios. Sua finalidade é determinar se a explicação oficial para a destruição do Edifício 7 se mantém de pé. Não se mantém.

    O sumário executivo do estudo declara: "... incêndios não podiam ter causado enfraquecimento ou deslocamento de membros estruturais capazes de iniciar quaisquer das hipotéticas falhas locais que se alega terem disparado o colapso total do edifício, nem podiam quaisquer falhas locais, mesmo se tivesse ocorrido, ter disparado uma sequência de falhas que teriam resultado no colapso total observado".

    Isto leva Hulsey e seus colegas a dizer: "É nossa conclusão, com base nestas descobertas, que o colapso do WTC 7 foi uma falha global envolvendo a falha quase simultânea de todas as colunas do edifício e não um colapso progressivo envolvendo falhas sequenciais de colunas através do edifício".

    A minuta do estudo de Hulsey foi divulgada em Fairbanks, Alasca, e em Berkeley, Califórnia. Comentários acerca da minuta foram recebidos até 15 de Novembro . A versão final será divulgada no princípio de 2020.

    Este é o mais recente movimento para divulgar a verdade acerca do 11/Set a um público muito mais vasto e obter justiça tanto para os que morreram naquele dia como para os que morreram nas guerras subsequente que foram lançadas utilizando o 11/Set como justificação.

    "Eu diria a quem neste país acredita que é hora de se posicionar; que não se pode deixar isto passe em branco", diz Gioia. "Porque se eles matam 3.000 pessoas, o que não farão a seguir?"

    Para mais informação acerca das evidências, ver os sítios web de Architects & Engineers for 9/11 Truth e do Lawyers' Committee for 9/11 Inquiry . Ver também o texto da resolução do distrito dos bombeiros e o Estudo Edifício 7 .

    [*] Jornalista, canadiano, colaborador de AE911Truth e criador do sítio web Truth and Shadows ( truthandshadows.com ).

    O original encontra-se em commonground.ca/explosives-used-on-9-11-say-commissioners/


    Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

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