segunda-feira, 22 de maio de 2017

Em direcção a uma «Primavera Latina» ?

por Thierry Meyssan

 A inquietação cresce na América Latina : os Estados Unidos e o Reino Unido preparam aí uma «Primavera», decalcada no modelo das «Primaveras Árabes». É claro, não se tratará desta vez de espalhar a guerra dividindo para isso as populações na base de uma linha religiosa —os Latinos são quase todos cristãos—, mas, antes de utilizar elementos de identidades locais distintivas. O objectivo seria no entanto o mesmo : não o de substituir uns governos por outros, mas, sim destruir os Estados para erradicar a mínima possibilidade de resistência ao imperialismo.


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Com o tempo, inúmeros líderes políticos do mundo reinterpretaram as «Primaveras Árabes». Aquilo que aparecia como sendo revoluções espontâneas contra governos autoritários é agora percebido como o que realmente é: um plano anglo-saxónico de desestabilização de toda uma região do mundo para lá colocar no poder os Irmãos Muçulmanos. A memória da «Revolta Árabe de 1916», durante a qual Lawrence da Arábia provocou o levantamento da região contra o Império Otomano fazendo os Povos sonharem com a liberdade para acabar no final por escravizá-los ao Império Britânico, mostra que Londres é perita no assunto.

Parece que os Anglo-Saxões preparam uma nova vaga de pseudo-revoluções na América Latina. Tudo começou com um decreto de Barack Obama, a 9 de Março de 2015, declarando um “estado de emergência” em função da ameaça extraordinária que a situação na Venezuela faria pesar sobre os Estados Unidos. Este documento suscitou uma onda de indignação no continente forçando o Presidente dos EUA a apresentar desculpas aquando de uma cimeira internacional. Mas... o decreto não foi revogado e os preparativos para uma nova guerra continuam.

Ao contrário do Syrian Accountability Act (Lei de Responsabilização da Síria- ndT) de George W. Bush (2003), o texto de Obama sobre a Venezuela é um decreto presidencial e não uma lei. Por conseguinte, o Executivo não tem que prestar contas dos preparativos ao Legislativo. Se levou oito anos aos Anglo-Saxões para passar à acção no mundo árabe, em geral, e na Síria em particular, inúmeros elementos sugerem que lhes bastará menos tempo para lançar um programa de destruição de América Latina.

Motins irromperam no Brasil, por ocasião dos Jogos Olímpicos, contra a Presidente Dilma Rousseff.
Esta foi destituída na sequência de um processo parlamentar, legal é certo, mas totalmente contrário ao espírito da Constituição. Este golpe de Estado foi realizado sob a supervisão do Banco Central —cujo nº2 era um brasileiro-israelita— por Deputados, dos quais muitos estão hoje condenados por corrupção. Os Serviços de Segurança do Estado ficaram estranhamente quietos durante este golpe. É que, durante os Jogos Olímpicos, eles tinham sido colocados sob a coordenação de ... peritos israelitas. Actualmente, o novo Presidente, o brasileiro-libanês Michel Temer é, por sua vez, amplamente contestado.

A situação não é muito melhor no México. O país está de facto já dividido em quatro. O Norte experimenta um forte crescimento, enquanto o Sul está em plena recessão. Os dirigentes políticos venderam a companhia petrolífera nacional e todas as suas reservas, a Pemex, aos Estados Unidos (que, aliás, não têm necessidade do petróleo do Médio-Oriente). Apenas o Exército parece ainda acreditar em Pátria.

Explorando os erros económicos do governo, a Oposição venezuelana conseguiu organizar algumas grandes manifestações pacíficas. Simultaneamente, ela organizou minúsculas reuniões extremamente violentas no curso das quais polícias e manifestantes foram mortos. Semeando a confusão, as agências de notícias internacionais dão a impressão que começou uma revolução contra os chavistas,
que não é o de todo o caso.

Assim, os três principais Estados latino-americanos estão a ser desestabilizados ao mesmo tempo.
Parece que os neo-conservadores norte-americanos (“neo-cons”-ndT) antecipam uma possível paz na Síria e aceleram os seus projectos latino-americanos.

Sexta-feira, numa alocução televisionada, o presidente venezuelano Nicolás Maduro avisou o seu povo contra o projecto anglo-saxónico de «Primaveras Latinas». Repetida e demoradamente ele citou os precedentes líbio e sírio, perante uma plateia de intelectuais da região, à qual, Sírio de coração, eu me associara.

Tradução
Alva
Fonte
Al-Watan (Síria)

aqui:http://www.voltairenet.org/article196386.html

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A terceira via para o abismo

por José Goulão

Em tudo o que é comunicação social situacionista, a nível interno e internacional, as manobras conduzidas em torno da figura de Macron serviram para redesenhar «a esquerda» institucional, embora o candidato agora presidente tenha sido inicialmente definido como «centrista».

Créditos / EPA/Agência Lusa

A epidemia potencialmente letal que atinge hoje os partidos socialistas e social-democratas terá começado com Anthony Blair à frente dos trabalhistas britânicos, embora a degeneração gradual viesse de trás.

No entanto, a conversão ao ultraconservadorismo de Thatcher e Reagan, a submissão às inquestionáveis ordens do mercado, as ânsias de privatização do Estado e os ataques sem piedade aos direitos sociais e laborais dos cidadãos representaram um salto qualitativo na degradação, a que se foram juntando, numa vertigem que agora se conclui ser suicida, as mentiras na cena internacional, o culto da guerra, a rapina generalizada.

Aproveitando depois o balanço e as circunstâncias propícias da História ocorridas na transição da década de oitenta para a de noventa do século passado, os agentes da paciente conspiração norte-americana em Itália infiltrados nos Partidos Socialista e Comunista aceleraram a sua missão e, nos escombros das duas entidades históricas, ergueram o Partido Democrático, à imagem e semelhança do seu homónimo dos Estados Unidos – isto é, sem funcionamento orgânico e seguindo orientação económica neoliberal – que definiram como sendo a nova «esquerda», daí em diante a única com vocação de poder.

Há pouco mais de um ano, o então presidente francês, François Hollande, eleito pelo Partido Socialista, defendeu que os novos tempos exigiam um «hara-kiri do PS», uma transformação em algo de ideologia muito mais abrangente e indefinida, que imaginou como «Partido do Progresso»; na mesma altura, um dos primeiros-ministros que nomeou durante o seu mandato, Manuel Valls, declarou a necessidade de o Partido Socialista mudar de nome.

Há poucos meses, o ministro da Economia de ambos, Emmanuel Macron, também ele uma figura do PSF, lançou o movimento En Marche que, sem militantes e estrutura mas com financiamento dos bancos e banqueiros para os quais trabalhou, e com o apoio operacional de agentes enviados pelo Partido Democrático dos Estados Unidos, o catapultou quase do zero até à Presidência da República.
Enquanto isso, o candidato oficial do PS – ou do que dele resta – ficou abaixo dos sete por cento nas eleições presidenciais, abandonado pelo aparelho do partido, pela sua Fundação Jean Jaurès e pelas figuras de proa, com destaque para Hollande e Valls, que logo se puseram en marche com Macron.

Em tudo o que é comunicação social situacionista, a nível interno e internacional, as manobras conduzidas em torno da figura de Macron serviram para redesenhar «a esquerda» institucional, embora o candidato agora presidente tenha sido inicialmente definido como «centrista». O resto é «extrema-esquerda» ou «esquerda radical», isto é, organizações «desfocadas» da realidade, «agarradas ao passado», incapazes de se adaptarem aos novos conceitos evolutivos, em suma, entidades que se atrevem a rejeitar a doutrina única e oficial, o capitalismo selvagem.

Dos casos citados a propósito do Reino Unido, Itália e França, só os trabalhistas britânicos ainda resistem à dissolução, por continuarem a recorrer, pelo menos até agora, a consultas às bases partidárias para elegerem os dirigentes e não ao artifício anti partidário das primárias, importado, claro, dos Estados Unidos da América. Porém, mesmo desacreditado perante o reconhecimento geral dos seus crimes e mentiras no drama do Iraque, Tony Blair e a sua teia de propaganda voltam a estar activos na intriga e desestabilização do Partido Trabalhista, de modo a reencaminhá-lo na senda da destruição que muitos outros estão a percorrer.

Os casos de Itália e França são exemplares. Renzi e Macron parecem saídos da mesma forma tecnocrática de políticos robotizados em práticas de direita, envolvidos na mentira, agora cada vez mais grosseira, de que eles são «a esquerda».

Outras situações do género, que traduzem a destruição de partidos socialistas, estão consumadas ou na calha. Em Espanha, a deriva do PSOE é total, acelerada depois de ter entregado o poder, de novo, aos neofranquistas de Rajoy; e, na Alemanha, o SPD está a pagar cara a submissão feita de cumplicidade ao autoritarismo de Merkel.

Na Grécia, a miniaturização do PASOK é idêntica à do PS francês, embora sem o efeito Macron; pelo menos por enquanto, embora não seja seguro que o tsiprarismo, cada vez mais fiel às ordens de Bruxelas à custa do ainda e sempre penalizado povo grego, não vá no mesmo sentido.

Na Holanda e na Bélgica, os partidos da Internacional Socialista pulverizaram-se devido ao envolvimento na gestão da crise, praticando políticas de direita – e até de extrema-direita e xenófobas, sob o interessante pretexto de travar a influência da extrema-direita. Hollande não foi, portanto, o caso único, embora tenha ido mais longe ao governar em estado de excepção durante grande parte do mandato.

No mundo nórdico, os partidos da social-democracia, outrora reis e senhores, afundam-se em situação de deriva depois de se terem rendido à prática neoliberal, por vezes seguindo os conservadores ou então tomando a iniciativa – também para «retirar espaço» à direita.

Nos países do leste europeu, a social-democracia mal viu a luz do dia depois da extinção da União Soviética. Nasceu já neoliberal e limitou-se a colaborar na afirmação do populismo e da extrema-direita como verdadeiros gestores do capitalismo selvagem.

Às práticas thatcheristas de Blair, os politólogos sempre em busca de baptismos para «novas esquerdas» chamaram «terceira via». Para onde? Para o socialismo, pois claro, de acordo com as suas doutas elucubrações em forma de mensagens propagandísticas primárias. Na verdade, mais uma via para o capitalismo puro e duro, à moda de Friedman e dos «Chicago Boys» que criaram «o milagre de Pinochet» – por fim o capitalismo isento de quaisquer inquietações sociais e com as pessoas, livre da mais ínfima das sequelas keynesianas.

Com maior ou menor convicção, os partidos socialistas e social-democratas seguiram Blair incarnando o flautista de Hamelin, institucionalizando-se como o «lado esquerdo» do sistema bipolar que governou a União Europeia como partido único, até estatelar-se estrondosamente, em 2008, nos frutos podres da subserviência ao casino financeiro – a «crise».

Se alguém tiver dúvidas, pode consultar as decisões do Parlamento Europeu tomadas ao longo de anos e anos: em matérias de cultura, questões de consciência e até direitos teóricos, é possível detectar diferenças entre os comportamentos dos membros do Partido Popular e do Grupo Socialista; mas quando se chega aos assuntos económicos, laborais, à imposição da austeridade, às medidas financeiras, de combate à crise ou de estruturação autoritária da União Europeia e da Zona Euro, aí a convergência é praticamente total entre os dois blocos.

A verdade é que a conjugação da crise com os efeitos sociais, a que se junta o problema dos refugiados resultante de guerras pelas quais a União Europeia também é responsável, desmoronou a arquitectura política de partido único com duas tendências. Na entropia resultante em que vivemos, na qual multidões de cidadãos desorientados, manipuladas pelos aprendizes de feiticeiros peritos em explorar o medo e a insegurança, são cativadas por apelos de populistas mais ou menos envernizados, por mensagens trabalhadas à maneira de anúncios de refrigerantes, ou até por fascistas retintos, as esquerdas que permanecem fiéis ao humanismo, à cidadania e às pessoas quase não conseguem fazer-se ouvir.

No meio das ruínas da arquitectura política em extinção tornou-se evidente que o papel da social-democracia oficial na gestão do neoliberalismo, mesmo temperada pela «terceira via», se tornou descartável, inútil. Cumpriu o papel, mas cabe agora à direita pura e dura, nas suas variantes que chegam até aos extremos do populismo e do fascismo, gerir o sistema neoliberal.

O arrastamento da crise, desmentindo a teoria dos ciclos altos e baixos da economia, tornou o funcionamento do sistema praticamente impossível em democracia. É preciso afastar os cidadãos do direito de decidirem, seja pela força, pelo autoritarismo em liberdade condicionada, pela intoxicação tecnocrática disfarçada de inovação política.

Por isso os Partidos Socialistas caem como pedras de dominó. A maioria dos seus dirigentes instalam-se no novo espaço. Onde já se encontra, há muito, a instituição que conduz este processo de modo cada vez mais indisfarçado: o Partido Democrático dos Estados Unidos. Daí que Hillary Clinton, senhora da guerra com as mãos sujas de sangue de milhões de mortos e feridos e do sofrimento de milhares de refugiados, seja a figura de referência da Internacional Socialista de hoje.
Está encontrada mais uma «nova esquerda», agora sim fazendo inequivocamente parte da direita.

Porém, como sabemos, nem todos os dirigentes socialistas apanharam a boleia de Blair e discípulos: existem casos de resistência a alguns valores essenciais; além disso, os chefes que fogem deixam para trás multidões de cidadãos que não estão dispostos a acompanhá-los como os ratos seguiram o flautista de Hamelin – e assim volto ao velho conto de Grimm.

Por isso, a esquerda – ou as esquerdas, se preferirem – têm agora milhões de seres humanos como destinatários de mensagens que sejam capazes de mobilizar o combate contra um adversário poderosíssimo mas cada vez mais definido e identificável, por muito que use e abuse da intoxicação, do ilusionismo e da mistificação.

Para que as mensagens sejam unificadoras da mobilização e dinamizadoras dos objectivos de luta é necessário que as esquerdas decidam, de vez, deixar de se dividir e engalfinhar em torno de ilusões que a realidade está cansada de desmascarar: a burla do «mercado livre», o mito «europeísta», a ideia absurda de que a União Europeia é «regenerável», a mentira de que é possível compatibilizar a democracia e a soberania com a obediência aos ditadores servindo Bruxelas e a moeda alemã, também chamada única ou euro.

Num dia, que está próximo pela força das circunstâncias, a Internacional Socialista mudará também ela de nome, sem precisar de fazer hara-kiri. Grande parte dos seus membros já o fizeram. Se preferir continuar a chamar-se assim, ficará como um imprestável paquiderme em busca do seu cemitério.

aqui:http://www.abrilabril.pt/terceira-para-o-abismo

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O crescimento exponencial da insegurança



por Paul Craig Roberts 
 

Não há isso de ciber segurança. A única escolha é mais ou menos segurança, como demonstra o recente hack da National Security Agency.

Hackers roubaram uma ciber arma da NSA, a qual foi utilizada em ataques (no momento em que escrevo) a 150 países, encerrando elementos do Serviço Nacional de Saúde britânico, da companhia de telecomunicações espanhola Telefonica, montadores de automóveis como a Renault e a Nissan, o Ministério do Interior russo, o Federal Express, a companhia de energia PetroChina e muito mais.

A tendência dos noticiários não é culpar a NSA por sua falta de cuidado e sim atribuir a culpa aos utilizadores da Microsoft por não actualizarem seus sistemas com um patch (remendo) emitido dois meses atrás. Mas as questões importantes não têm sido perguntadas: O que a NSA estava a fazer com tal malware e porque a NSA não informou a Microsoft do mesmo?

Claramente, a NSA pretendia utilizar a ciber arma contra algum país ou países. Por que tinha ela de mantê-la em segredo para a Microsoft?

Era para ser utilizada a fim de deitar abaixo sistemas russos e chineses antes de lançar um primeiro ataque (first strike) nuclear contra estes países? O Congresso deveria estar a perguntar isto pois é certo que os governos russo e chinês estão. Como informei anteriormente, o Alto Comando Russo já concluiu que Washington está a preparar um primeiro ataque contra a Rússia, assim como a China.

É extremamente perigoso que duas potências nucleares tenham esta expectativa. Este perigo não recebeu atenção de Washington e dos seus vassalos da NATO.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, comparou o roubo da ciber arma da NSA a "os militares dos EUA terem alguns dos seus mísseis Tomahawk roubados". Por outras palavras, com ciber armas, tal como com armas nucleares e prazos curtos de advertência, as coisas podem desandar muito. http://www.bbc.com/news/technology-39915440

E se os hackers tivessem atacado com êxito o Ministério da Defesa russo ou sistemas de advertência por radar? Será que o Alto Comando Russo teria concluído que o ciber ataque era o prelúdio de Washington para a chegada de ICBMs?

O facto de que ninguém em Washington ou qualquer governo ocidental tenha se aproximado para tranquilizar o governo russo e pedir a remoção das bases de mísseis dos EUA que cercam a Rússia indica um nível de arrogância ou recusa que vai além da compreensão.

No meu texto de 12 de Maio escrevi: "Os custos da revolução digital excederam os seus benefícios muitas vezes. A revolução digital rivaliza com as armas nucleares como a mais catastrófica tecnologia do nosso tempo". Em resposta, Robert Henderson escreveu-me da Inglaterra a dizer que em 2010 havia tratado dos enormes custos da revolução digital. Aqui está o link para o seu artigo: "Men and Machines: Which is Master Which is Slave?" ("Homens e máquinas: Quem é o mestre e quem é o escravo?") livinginamadhouse.wordpress.com/...

A leitura do seu artigo elevará a sua consciência. Quando se acrescenta os vastos custos financeiros, a despersonalização do relacionamento humano e a completa perda de privacidade individual e segurança, o benefício de estar conectado é amplamente sobrepujado pelos custos.

Arquivos em papel são muito mais seguros. O malware não pode ser neles introduzido. Roubar uma informação pessoal exigiria saber a localização da mesma, a intrusão no edifício, a busca de dados em arquivos e a cópia da informação. Interceptar uma comunicação de voz exigia um mandado para escutar (wiretap) uma linha telefónica específica.

As pessoas nascidas num mundo onde a facilidade de comunicação vem ao preço da perda de autonomia nunca experimentam privacidade. Elas estão inconscientes de que foi perdido um fundamento da liberdade.

Na nossa era de imprensa e TV controladas, a revolução digital serve por enquanto como uma verificação da capacidade da elite dominante para controlar explicações. Contudo, a mesma tecnologia que actualmente permite explicações alternativas pode ser utilizada para impedi-las. Na verdade, esforços para desacredita e limitar explicações não aprovadas estão já a caminho.

Os inimigos da verdade têm uma arma poderosa na revolução digital e podem utilizá-la para arrebanhar a humanidade dentro de uma distopia tirânica. A revolução digital tem mesmo o seu próprio Buraco de Memória. Ficheiros armazenados electronicamente por tecnologias mais velhas já não podem saer acessados pois existem em formatos electrónicos ultrapassados que não podem ser abertos pelos sistemas actuais em uso.

Os humanos estão a demonstrar serem a mais estúpida das formas de vida. Eles criam armas que não podem ser utilizadas sem se destruírem a si próprios. Eles criam robots e mitos de livre comércio que eliminam seus empregos. Eles criam tecnologia de informação que destrói sua liberdade.

As distopias tendem a ser permanentes. As gerações nelas nascidas nunca chegam a conhecer algo diferente e os mecanismos de controle são totais.

E os écrans digitais servem como Soma .
15/Maio/2017 
O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/2017/05/15/exponential-growth-insecurity/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/


aqui:http://resistir.info/eua/roberts_nsa_15mai17.html 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Kadima ! Em Marcha !

por Thierry Meyssan

 Depois de ter sucessivamente eleito para a presidência da República um agente da CIA e um empregado dos emires do Golfo, os Franceses aceitaram ser vigarizados uma terceira vez, por um produto israelita. Eles acreditam ter afastado o espectro do fascismo ao votar por um candidato apoiado pela OTAN, pelos Rothschild, e por todas as empresas do CAC40 e pela imprensa unanimista. Longe de perceber o seu erro, encontram-se ainda sob o efeito de hipnose e só deverão acordar no fim das eleições legislativas.


 Desde o momento da sua vitória anunciada, o Presidente democraticamente eleito Emmanuel Macron instaura uma distância entre ele e o Povo. Recusando qualquer banho de multidão, ele percorre longamente, sozinho, a esplanada do Louvre onde os seus apoiantes se juntaram.

A equipe do Presidente Francês eleito, Emmanuel Macron, conseguiu colocar os Franceses sob hipnose. Ela fez eleger a sua criação com dois terços dos sufrágios expressos ; um homem jovem de 39 anos apenas, cujo partido foi criado na Internet, há não mais de um ano, e que até agora jamais se havia apresentado a qualquer eleição.

 

Steele & Holt


Essa “façanha” foi alcançada pela equipe de Steele & Holt, uma misteriosa empresa, cujo nome remete para a série de televisão Remington Steele, uma história detectivesca onde a directora de uma agência de detectives pede a um ladrão (Pierce Brosnan) que desempenhe o papel de seu chefe afim de lhe servir de cobertura.

Não busquem o que se esconde por trás desta empresa. Vocês não irão encontrar nada. Apenas que os seus dois principais clientes são a AXA e a família Rothschild. Que Emmanuel Macron havia trabalhado para os Rothschild todo o mundo sabe, mas que eles organizaram o seu Partido é um segredo bem guardado. Quanto à empresa seguradora AXA, ela é presidida por Henri La Croix quinto duque de Castries, além disso também presidente do “think-tank” da OTAN (o Grupo de Bilderberg), do Institut du Bosphore (o “think-tank” da Turquia ) e, em França, o Institut Montaigne (um “think-tank” de Direita).

Henry Kissinger tinha, aliás, convidado Macron para a reunião anual do Bilderberg, em 2014, junto com François Baroin e Christine Lagarde.

O Institut du Bosphore permitiu seleccionar e corromper diversas personalidades de Direita e de Esquerda que acabaram por dar o seu apoio a Macron.

Foi nas instalações do Institut Montaigne que se realizaram as primeiras reuniões do novo partido, cuja sede social foi colocada no endereço pessoal do director do Instituto.

 

Kadima !


O nome do novo partido, En Marche ! (Em Marcha !- ndT), foi escolhido para ter as mesmas iniciais que o seu candidato. Se não, iria chamar-se En Avant! (Em Frente!- ndT). Em hebreu : Kadima !.
Quando fizeram notar ao velho General Ariel Sharon que o nome do seu novo partido evocava o de Mussolini (Avanti !), ele replicou que não era o caso. En Avant ! era a ordem que ele dava aquando de cada uma das suas iniciativas individuais, tal como, por exemplo, quando invadiu Beirute contra a opinião do seu Estado-maior.

O Kadima ! e En Marche ! são partidos centristas reunindo personalidades de Direita e Esquerda —é sabido, de sobra, que Ariel Sharon era um «centrista»—. Ele tinha criado o seu Partido para romper com Benjamin Netanyahu: Sharon era um colonialista que queria criar um Estado Palestino baseado no modelo de Bantustões sul-africanos. O Apartheid era, segundo ele, o único meio de preservar Israel. Pelo contrário, Netanyahu é um talmudista. Recusa-se a admitir a ideia de partilhar a Palestina com os “goyim”. Para ele, é preciso expulsá-los uma vez que não é possível exterminá-los.

Com certeza iremos ficar a saber, na continuação, porque Macron queria romper com o Primeiro-ministro socialista, Manuel Valls. De momento, basta fixar a insistência com que este tenta juntar-se ao En Marche! e a facilidade com que Macron o afasta para observar que há um conflito sério entre eles.

 

O fascismo em marcha


Para lançar Macron, a Steele & Holt —quer dizer a OTAN e os Rothschild— apoiaram-se em antigas redes pró-EUA de Fundação Saint-Simon. Em conjunto, eles encenaram o «perigo Le Pen», de tal maneira que muitos eleitores intimamente opostos a Macron votaram entretanto por ele com medo de uma possível vitória da «besta imunda». Não tendo praticamente nada a reprovar a Marine Le Pen, acusaram-na de crimes do seu pai e muitos outras coisas, além disso.

Esta manipulação confirma que, na «sociedade do espetáculo», a aparência é mais importante do que a substância. Quais são com efeito as características do fascismo?

O fim da luta de classes através do Corporativismo que reúne patrões e trabalhadores nas mesmas organizações, o fim da dialética Direita-Esquerda através da existência do Partido único, e por vista disso, o fim de toda a Oposição através do uso da força.

Enquanto a primeira destas três características teria podido ser aplicada à visão de Jean-Marie Le Pen, nenhuma delas pode sê-la à sua filha, enquanto as duas primeiras podem sê-lo a Emmanuel Macron. Ele é apoiado por todos os grandes patrões do CAC 40 assim como pela CGT. Ele não põe em questão a capacidade de Partidos de Direita e de Esquerda em defender os valores dos quais se reclamam, mas apela aos líderes destes partidos a juntarem-se ao seu próprio para supostamente defender os interesses comuns. Sem dúvida, se as eleições legislativas se passarem como Macron espera começará a destruição da Oposição. Além disso, o unanimismo da imprensa escrita ao lado do candidato Macron e a campanha contra os “sites” Internet contestatários dão já uma amostra antecipada do que se prepara.

A História repete-se : em 1940, os Franceses apoiaram Philippe Pétain para se preservarem do nazismo, mas foi Pétain que instalou o fascismo. Em 2017, eles votaram Macron para se proteger do fascismo e irá ser ele quem o instaurará.

 

Uma campanha parasitada


É verdade que alguns eleitores ficaram perturbados tanto pela personalidade fora do vulgar dos candidatos como pelo uso, por um dos campos, de métodos de propaganda jamais utilizados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Com 15 anos de idade, Emmanuel Macron teve uma relação sexual com a sua professora de teatro, 23 anos mais velha, e ele não tardou em ir viver com ela desposando-a 15 anos mais tarde. Marine Le Pen herdou do seu pai a presidência do seu Partido, que ela primeiro limpou, e do qual depois ela o excluiu. Em termos psicanalíticos, o primeiro, portanto, “casou” com a sua mãe, enquanto a segunda “matou” o seu pai.

Acima de tudo, a equipe de Emmanuel Macron não hesitou em acusar os seus rivais das piores traições, e sem a menor lógica, segura de que os jornais regionais e nacionais ---que ela controla já na sua totalidade--- não ousariam emitir a mínima crítica. O candidato de Direita, François Fillon, passou, assim, por ladrão, mesmo que nenhuma das acusações contra ele tenha sido provada. Marine Le Pen é considerada como a incarnação do fascismo, quando ela jamais assumiu as posições que lhe são falsamente imputadas.

 

Uma vitoria solitária


Desde a sua anunciada vitória eleitoral, o Presidente Macron pronunciou uma curta alocução a partir da sua sede de campanha. Banalidades pronunciadas com ar grave, do homem que de repente sente o peso das responsabilidades pesar sobre os seus frágeis ombros. Em seguida, ele ofereceu-se um novo momento teatral junto com os seus apoiantes na esplanada(quadra-br) do Louvre. Ele atravessou Paris em cortejo, numa viatura com vidros fumados. Ele atravessou a pé, só, longamente, inacessível, a esplanada do Louvre para subir a um pódio erguido em sua honra. Lá, no sopé da pirâmide, qual Bonaparte, ele pronunciou um novo discurso, igualmente cheio de banalidades, mas, desta vez, num tom inflamado, ele que jamais pegou em armas. Finalmente, rodeou-se da família e de alguns militantes para cantar A Marselhesa.

Contrariamente a todos os seus predecessores, jamais durante aquela “soirée” ele apertou a mão fosse de quem fosse. Jamais alguém foi autorizado a aproximar-se dele. Não deixou nenhuma das personalidades políticas que o apoiaram aparecer junto a ele e compartilhar a sua vitória. Eles só poderão ser premiados pela traição aos seus respectivos partidos se os traírem de novo, apoiando-o durante as legislativas de Junho.

Só quando o Presidente Macron tiver na mão todas as rédeas do Poder é que ele deixará os Franceses acordar. Aí, será tarde demais.

Para a frente, em marcha !
Tradução
Alva

aqui:http://www.voltairenet.org/article196320.html

sábado, 6 de maio de 2017

Defesa: três "ONGs" anglo-saxónicas interditas na Rússia



O Procurador-geral da Rússia declarou como indesejáveis as três «ONGs humanitárias» criadas pela família de Mikhaïl Khodorkovski (foto):
- Open Russia (Reino-Unido) (administradores : Henry Kissinger e Lord Jacob Rothschild),
- Open Russia Civic Movement (Reino-Unido),
- Institute of Modern Rússia (Estados Unidos).

Estas juntam-se às outras 7 «ONG» interditas pela lei de Julho de 2015:
- National Endowment for Democracy (NED),
- OSI Assistance Fondation (George Soros),
- Fundação Open Society (George Soros),
- Fundação USA-Russia for Economic Advancement and The Rule of Law
- International Republican Institute (IRI/NED),
- Media Development Investiment Fund (Otan),
- National Democratic Institute for International Affairs (NDI/NED).

Em ligação com a OTAN, as associações de Mikhaïl Khodorkovski conduziram uma campanha, desde há 3 anos, para popularizar o tema das «fake news» («notícias falsas»- ndT), sobre a manipulação de sites Internet alternativos ocidentais e da intervenção dos Serviços Secretos russos nas eleições dos Estados Unidos e da França. Elas conduzem igualmente uma campanha na Rússia visando desacreditar antecipadamente as próximas eleições [1].

Desde a multiplicação pela CIA dos golpes de Estado mascarados de «revoluções coloridas», vários Estados dotaram-se de leis que lhes permitem interditar as «ONG» (na realidade, organizações governamentais) usadas pelos Serviços Secretos anglo-saxónicos.

Tradução
Alva
[1] “A campanha da Otan contra a liberdade de expressão”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 5 de Dezembro de 2016.

aqui:http://www.voltairenet.org/article196268.html

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sociopatas e assassinos com o mundo nas mãos

por José Goulão

Dirigentes sociopatas e assassinos com o destino do mundo nas mãos estão livres e à solta, protegidos, acarinhados até como salvadores dentro da bolha mediática. Se não forem os cidadãos livres, inconformados e informados a dar o alerta quem o fará por eles?

Donald Trump e Wilbur Ross
Donald Trump e Wilbur RossCréditos / Agência Lusa


O frequentador, ainda que ocasional, da bolha mediática que envolve o mundo de hoje vive sob anestesia daqueles que serão, com elevado grau de probabilidade, os derradeiros tempos da situação planetária tal como a temos conhecido. Entretido com as peripécias engendradas para instaurar a censura férrea na internet a pretexto das fake news (notícias falsas) nas redes sociais – uma campanha conduzida pelos grandes operadores mediáticos, que assim pretendem reservar para si o monopólio das fake news – o desprevenido cidadão passa ao largo da multiplicação de manobras letais conduzidas por mentes assassinas que ascenderam ao governo mundial.

É verdade que conhecemos ao pormenor as intenções do agora benquisto presidente dos Estados Unidos para castigar o atrevimento do seu congénere da Coreia do Norte, que pretende ter bombas atómicas tal como Israel, por exemplo, com a diferença de que não esconde as suas intenções.

No entanto, quem se der por informado através do conteúdo dos telejornais, das publicações sensacionalistas ou de referência, tanto faz, fica a ignorar as duas outras facetas do mesmo problema: que a ameaça de Donald Trump e dos senhores da guerra que agora ocupam por completo a sua corte se dirige verdadeiramente contra a China; e que, como um espelho de feira da sua metade Norte, ampliando e distorcendo os defeitos, a Coreia do Sul é uma colónia norte-americana infestada de armas nucleares e funcionando em ditadura maquilhada de modo a parecer uma democracia neoliberal.

A versão incompleta, logo distorcida, transformou-se em regra na abordagem dos temas de envergadura mundial que se vão sucedendo nas manchetes e gritaria mediática, através das quais se repetem as mensagens primárias e maniqueístas para cada um decorar e multiplicar. O essencial fica por explicar, para não maçar as pessoas com coisas complicadas, para não sobrecarregar a sua limitada capacidade de atenção, ou porque não há tempo e os anunciantes reclamam o seu espaço, principescamente recompensado em numerário.

Através desta estratégia censória esconde-se da generalidade dos cidadãos o abismo para o qual o mundo caminha agora apressadamente, iluminado pela tese cada vez mais ganhadora de que os avanços tecnológicos e científicos no domínio militar permitem a utilização circunscrita de bombas atómicas, sem que haja risco de uma hecatombe nuclear generalizada.

E na bolha mediática não irrompe qualquer abcesso de inquietação, ao menos para gritar uma advertência do género salve-se quem puder. Pelo contrário, se acaso o assunto é aflorado por ilustres comentadores, uma tal tese é considerada verídica, podemos então dormir descansados, a desgraça será longínqua e limitada.

O Centro de Informação Nuclear das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou que foram testados há pouco, com êxito absoluto, os componentes inertes da nova bomba atómica B61-12, na verdade um novo engenho com capacidade para furar bunkers de silos nucleares e dispondo de quatro opções de potências selecionáveis entre 0,3 e 50 quilotoneladas, o que permite «dimensionar» os danos pretendidos.

Além disso, a Boeing forneceu um novo sistema de orientação que permite ao engenho procurar o alvo, dispensando-se o lançamento na vertical, considerado menos preciso. Enfim, tudo mais controlável, com a vantagem de a nova bomba ser utilizável pelos já existentes F-16 e Tornado, evitando a espera pelos míticos F-35, já vendidos a uma série de países da NATO sem existir um único protótipo.

A recepção da nova bomba atómica começou, aliás, a ser preparada no interior da NATO através do treino de pilotos de várias nacionalidades, designadamente italianos, belgas, alemães, holandeses e, para que conste, também turcos e polacos – oriundos, portanto, de uma ditadura fundamentalista islâmica e de um regime fascizante.

Em simultâneo, decorreu em Nova Iorque uma simulação de operações de socorro no caso de um ataque nuclear. Os comentários advertindo que um exercício deste tipo só faz sentido para precaver a defesa contra uma resposta nuclear a um eventual ataque norte-americano foram qualificados, obviamente, como fruto de teorias da conspiração, talvez de fake news das não toleráveis. Sim porque existe aquele incontestável soundbite garantindo que todas as armas norte-americanas são defensivas, Washington jamais atacará primeiro.

Por isso se condena a ousadia da China ao exigir a retirada do sistema THAAD de «defesa» antimíssil que os norte-americanos instalaram na Coreia do Sul; a exemplo dos escudos «defensivos» operacionais na Polónia, na Roménia e outros países da Europa de Leste, que eram contra o «perigo iraniano» e acabaram convertidos em prevenção contra a «ameaça russa»; tal como os SCUD oferecidos a Israel enquanto a NATO destruía o Iraque, a Líbia, a Síria, o Iémen, a Somália, o Afeganistão, o que mais adiante se verá.

Do mesmo modo que no caso da China, devem condenar-se igualmente os injustificados protestos russos e de países árabes contra os engenhos «defensivos» plantados nos territórios vizinhos. Portem-se bem e nada terão que temer.

Porém, em boa verdade o melhor ataque é a defesa. Os sistemas antimísseis multiplicados pelas Forças Armadas norte-americanas em zonas de conflito e frente às potências rivais pretendem assegurar a impunidade depois de um primeiro golpe; isto é, têm como principal objectivo garantir que a resposta de um país atingido pelo primeiro ataque será sempre menos eficaz do que este. E como agora já podem dosear-se os efeitos de uma agressão atómica, eis uma situação comprovando a tese da guerra nuclear limitada.

Wilbur Ross, secretário do Comércio de Trump, disse esta semana, durante uma conferência na Califórnia, que o bombardeamento contra a base de Cheirat na Síria, provocando a morte de vários civis, foi «uma sobremesa», um «divertimento» no final do jantar que o presidente norte-americano oferecia na ocasião ao homólogo chinês. Uma mensagem servida com um drink, em jeito de brinde.

Em Roma, o circo para sacrificar seres humanos era limitado ao Coliseu; agora tem dimensões planetárias.

Sabe-se, entretanto, que os últimos lugares vagos na corte de Trump deixados por nomeados que se opunham à política de confrontação militar foram ocupados por Kurt Volker e Tom Goffus, duas figuras republicanas da máxima confiança do falcão John McCain, por sinal o elo de ligação entre o establishment norte-americano e os principais grupos terroristas ditos islâmicos, entre eles o Daesh ou Estado Islâmico.

Enquanto isso, as Forças Armadas dos Estados Unidos fizeram dois testes com mísseis balísticos intercontinentais «para validar e verificar a eficácia, prontidão e precisão do sistema de armas nucleares».

Dirigentes sociopatas e assassinos com o destino do mundo nas mãos estão livres e à solta, protegidos, acarinhados até como salvadores dentro da bolha mediática. Se não forem os cidadãos livres, inconformados e informados a dar o alerta quem o fará por eles?

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