segunda-feira, 18 de abril de 2011

O resgate imposto

O "resgate" da dívida portuguesa foi cozinhado e imposto pelos "mercados" e as suas "agências de serviço". Com a aceitação e a passividade do Governo, do Presidente da República (de quem a formação em Economia de nada nos serve!) e dos partidos do FMI (PS/ PSD/ CDS). Já o sabíamos, mas dito pelo insuspeito New York Times, tira todas as dúvidas a quem ainda as alimentasse…




O "RESGATE" DESNECESSÁRIO A PORTUGAL

O pedido de ajuda de Portugal ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia, na semana passada, por causa da sua dívida, deve ser um aviso para todas as democracias. A crise, que começou com o "resgate" à Grécia e à Irlanda, no ano passado, tomou um rumo feio. No entanto, este terceiro pedido de "resgate" não é realmente sobre a dívida. Portugal teve um forte desempenho económico em 1990 e estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa, mas tem estado sob pressão injusta e arbitrária por parte dos negociantes de títulos, dos especuladores e dos analistas de notação de crédito que, por miopia ou por razões ideológicas, já conseguiram expulsar um governo democraticamente eleito e, potencialmente, amarrar as mãos do próximo. Se forem deixadas sem regulamentação, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos — talvez até mesmo dos Estados Unidos — para fazer suas próprias escolhas sobre impostos e gastos.

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