segunda-feira, 15 de julho de 2013

As forças por trás deste ambientalismo centrado no carbono


Em 25 de Junho de 2013 o presidente Obama apresentou a sua agenda a longo prazo para reduzir "emissões com efeito estufa" da indústria e de consumidores dos EUA. Em 11 de Julho o Departamento da Energia advertiu que eventos relacionados com a "alteração climática" estarão a ameaçar fontes tradicionais de produção de energia e a provocar mais interrupções no seu abastecimento. Ao mesmo tempo, a noção de que eventos atmosféricos (weather) inabituais ou extremos são devidos primariamente a um excesso de CO2 atmosférico e ao consequente "efeito estufa" baseia-se comprovadamente muito mais em desígnios económicos e políticos a longo prazo do que em ciência sã.

Como resposta aos apelos urgentes que acompanham a investigação alegadamente completa e isenta de cientistas, inclusive do IPCC das Nações Unidas, que procuram ligar alterações climáticas à actividade humana e industrial, um conjunto de programas está a ser propostos e implementado por decreto tanto na Europa como nos EUA. Tais programas mudarão drasticamente o padrão de vida da maior parte de cada indivíduo no mundo desenvolvido. Na verdade, uma vez que temperaturas globais não se correlacionam facilmente com a ascensão imediata no dióxido de carbono atmosférico, tem havido uma assinalável mudança no interior da máquina de relações públicas do CO2 do conceito de "aquecimento global" para a expressão mais amorfa e genérica da "alteração climática".

O plano real por trás desta agenda internacional e da promoção de uma ideologia quase religiosa é estabelecer a lógica para uma regulamentação maciça e um sistema de tributação para remodelar o comportamento humano e o estilo de vida, além de criar uma área totalmente nova para despesas tecnológicas e especulações financeiras utilizando títulos e derivativos relacionados ao carbono

Ostensivamente um empreendimento não lucrativo, a pregação do credo das alterações climáticas tornou-se também um esforço lucrativo, com imensos recursos financeiros proporcionados para o seu proselitismo continuado. Na verdade, a isenção fiscal 501C3 de organizações relativas ao clima constitui uma máquina de relações públicas de muitos milhares de milhões de dólares destinada a convencer de um tema central: os humanos são culpados por todo o desastre relacionado com o tempo (weather) apresentado graficamente em todos os media electrónicos. Tal ambientalismo falso envolve esforços vigorosos para transformar a política pública com base numa ciência dúbia enquanto ignora ameaças ambientais verdadeiras.

Enquanto se encontram disposições como a da 501C3 a encorajar doações do público em geral, a escala doa activos e receitas anuais de muitas destas organizações sugere a dependência para com muitos indivíduos e instituições com bolsos fundos que pretendem vender a responsáveis do governo e a um público mais vasto a noção de que quase todo acontecimento anormal com o tempo é o resultado de emissões com efeito estufa.

A lista a seguir de organizações não lucrativas destinadas a promover o ponto de vista da alteração climática e da sustentabilidade – de modo algum completa – foi coligida a partir dos formulários fiscais 990 relativos a 2010. Naquele ano a tal 501C3 fez entrar mais de 1,7 mil mihões em receitas (US$1.742.350.656), com a Nature Conservancy, liderada por Marck Tercek, antigo administrador da Goldman Sachs, representando mais da metade daquela quantia. Os dados na quarta coluna demonstram a extensão da presença pública de tais entidades; algumas obtêm maior atenção jornalística ao passo que outras operam sob anonimato quase total.

Nome na 501C3
Rendimento em 2010
Activos líquidos
Nº de menções nas principais publicações mundiais, 01/Jul/2012-30/Jun/2013 (LexisNexis)
Sierra Club $97.757.78 $52.209.573 726
World Wildlife Fund $267.993.426 $182.067.246 993
Friends of the Earth $5.495.897 $3.407.984 1.831
United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change Não disponível Não disponível 697
United Nations Environmental Program Não disponível Não disponível 115
United Nations Foundation $197.737.803 $231.213.165 101
Nature Conservancy Inc. $997.037.663 $5.180.558.726 242
Greenpeace Inc. $27.465.948 $824.056 2.879
Climate Works Foundation $83.026.313 $215.248.816 1
World Resources Institute $50.079.176 $59.901.847 125
Center for Biological Diversity $7.181.472 $10.734.072 115
Defenders of Wildlife $30.229.512 $23.839.354 35
International Institute for Environment and Development $30.335.978 $5.121.919 1
Natural Resources Defense Council $97.957.964 $197.413.060 484
National Council for Science and the Environment $3.526.925 $562.386 8
Global Green USA $4.633.587 $4.372.965 8
Pew Center on Global Climate Change $6.424.365 $4.666.874 2
Institute for Sustainable Communities $15.007.337 $6.207.761 0
Sustainable Markets Foundation $4.347.579 $1.660.940 0
US Climate Action Network $2.414.999 $1.067.116 1
350 Org $3.013.995 $2.250.300 109
Association for the Advancement of Sustainability in Higher Education $2.362.495 $736.159 0
The Alliance for Climate Protection $19.150.215 $12.052.979 5
Climate Solutions $2.642.682 $907.901 29
Alliance for Climate Education $2.749.291 $369.251 2
Climate Central Inc. $3.273.478 -$808.414 49
Climate Group Inc. $2.746.784 $465.685 0
Por exemplo: o Climate Project financiado por Al Gore foi o primeiro a estabelecer-se para "propósitos educativos", principalmente para ter a mensagem de Uma verdade inconveniente levada às salas de aula dos EUA. Uma outra organização, Association for the Advancement of Sustainability in Higher Education, analogamente realiza o trabalho menos destacado de promover a agenda verde no interior de faculdades e universidades. Em linhas gerais, tais recursos são utilizados para enfatizar os alegados perigos das emissões de gás com efeito de estufa para a própria existência da civilização e até mesmo da vida. O montante de tais recursos é comparável aos gastos anuais com publicidade de muitas corporações transnacionais .

OGMs, Golfo do México, DU e Fukushima ignorados

Enquanto Obama e o conjunto de organizações ambientais bem financiadas fazem campanha sobre os alegados perigos de emissões gasosas, eles estão totalmente silenciosos sobre aquilo que são ameaças verdadeiramente graves ao ambiente e à humanidade – nomeadamente a contaminação em escala vasta do abastecimento alimentar a partir de organismos geneticamente modificados (OGMs), o conjunto de modificações clandestinas do tempo e os programas de geo-engenharia, a destruição do Golfo do México e a grave poluição de regiões inteiras do globo com urânio empobrecido (depleted uranium, DU) e a radiação de Fukushima que perdurará durante muitos períodos de vida humana.

À luz destas catástrofes em curso e dos poderosos interesses financeiros por trás da advocacia ambiental centrada no carbono, a postura de Obama sobre alterações climáticas de origem antropogénica, assim como as propostas de ambientalistas bem financiados, podem ser encarados como o que realmente são – os componentes visíveis de um complexo programa de engenharia social avançado em alto grau para o convencimento do público de que o seu retorno a uma existência pré-feudal não só seria agradável como absolutamente imperativa para o maior bem de todos.
12/Julho/2013
Ver também:
  • Aquecimento global: uma impostura científica , de Marcel Leroux
  • Mitos climáticos , blog de Rui Moura (1931-2010)

  • Acerca da impostura global , de Jorge Figueiredo

    [*] Editor da revista Democratic Communiqué

    O original encontra-se em memoryholeblog.com/... e em www.globalresearch.ca/...


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .  
  • Enviar um comentário

    Publicação em destaque

    Marionetas russas

    por Serge Halimi A 9 de Fevereiro de 1950, no auge da Guerra Fria, um senador republicano ainda desconhecido exclama o seguinte: «Tenh...