segunda-feira, 15 de julho de 2013

Prémio Nobel da Paz para Snowden


Propomos Edward Snowden para o Prémio Nobel da Paz, em virtude da sua luta não-violenta a favor dos direitos fundamentais. Entre estes, é essencial o direito de expressar-se livremente em todo o mundo, sem a vigilância do Grande Irmão. Afirmamos a estreita ligação entre os direitos fundamentais e a paz, aqueles e esta pré-requisitos para a "fraternidade entre as nações" a que Alfred Nobel se refere no seu testamento. Snowden, denunciando a submissão dos novos media à política imperial e fautora do caos e da guerra, deu um grande contributo para a paz no mundo e a fraternidade entre os povos. Revelou à opinião pública internacional a existência de um sistema generalizado de escutas das comunicações privadas na Internet – e não só – conduzido secretamente pelo governo dos EUA através do programa de vigilância PRISM. Estas revelações, nunca desmentidas, foram consideradas credíveis pelos mais importantes jornais internacionais. Induziram governos, como o da Alemanha, a pedir oficialmente, através do Ministério da Justiça, esclarecimentos às autoridades dos EUA. Estas últimas decidiram entretanto acusar o jovem ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança (National Security Agency, NSA) de espionagem, furto e utilização ilegal de bens governamentais, compelindo-o a uma precária condição de fugitivo enquanto se desenrola uma "campanha de pressão em toda a linha" – como a define o New York Times – visando convencer os governos progressistas da América Latina a não lhe concederem asilo político.

Convictos de que a independência dos novos media constitui uma questão fundamental da nossa época e de que, tal como vertido no artigo 12 de Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), "nenhum indivíduo poderá ser submetido a interferências arbitrárias na sua vida privada, na sua família, na sua casa e na sua correspondência, nem à lesão da sua honra e da sua reputação", pedimos aos membros do Comité Nobel que confiram a Edward Snowden o Prémio Nobel da Paz, em linha com uma tradição que frequentemente atribuiu o justo reconhecimento a personalidades que levaram a cabo lutas não-violentas visando o respeito pelos direitos humanos. Os Estados Unidos da América souberam abolir a escravatura, e depois disso reconheceram, embora com um grave atraso relativamente a muitos outros países, os direitos civis da população afro-americana, processo que culminou no facto de terem hoje um presidente afro-americano. Um enorme progresso. Chegou agora o momento, para aquela que é ainda a primeira potência económica e militar à escala mundial, de renunciar a uma política de controlo imperial.
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O original em italiano encontra-se em snowdennobel.altervista.org/... e a versão em português em snowdennobel.altervista.org/...


Esta petição encontra-se em http://resistir.info/


http://resistir.info/varios/snowden_nobel_da_paz.html 

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