Quem destruiu o
aparelho do Estado para as Florestas portuguesas? E em nome de quê? E
por ordem de quem? Estando tudo ou quase tudo cadastrado neste país, os
homens, as casas, os carros, os contribuintes, porque nunca avançou o
cadastro florestal? Quem fez avançar a ideia de que o problema dos
incêndios florestais é da floresta abandonada? De terra sem dono? Dos
pequenos proprietários que não cuidam das suas terras?
Créditos / Associação Bombeiros para Sempre
Não
sei porque não posso espumar de raiva, pelos mortos queimados da
tragédia de sábado. E por isso cresce-me uma tal raiva capaz de pegar
fogo à água que habitualmente o apaga. Uma raiva de lágrimas e
palavrões, daqueles que arrebentam penedos…
Vamos ter missas de
pesar… comícios de soluções… conferências de imprensa de estudos e
planos…
Vamos ter tudo o que é habitual em casos que tais, comissões
parlamentares eventuais, investigações da PJ, declarações da Autoridade
Nacional de Protecção Civil (ANPC), discursos de ministros (por baixo,
do, da Agricultura e da, da Administração Interna), de ex-ministros e
até de ex-primeiros-ministros… Vamos ter tudo, tudo o que tivemos em
vezes que tais… (perdoa-me Gedeão, a mal amanhada paráfrase…).
Vamos
ter pena dos mortos, das árvores que arderam (até o eucalipto vai ter o
seu avé-maria), dos coelhos e raposas, e até dos calhaus que com o
calor racharam (só é pena que outros calhaus não rachem, mesmo de frio,
já servia!).
Senhores, senhores, já tudo foi dito e escrito. Há
muito. Há décadas. Já não posso mais ouvir falar de certas coisas. Já
não aguento tanta repetição. Tanto disco riscado! Tanto relatório. Tanta
comissão.
Tanta chuva onde já choveu. Tanto sol na eira e chuva no
nabal! Por que razão não se quer gritar alto, tão alto, que as trombetas
do Apocalipse parecerão ronronar de gato… que não se fez nem faz o que
se tem de fazer, porque isso custa pilim… porque isso no Orçamento do
Estado implica com o défice, com a dívida, com o grupo do euro, com o
Semestre Europeu e o Programa de Estabilidade, com o Moscovici e o
Juncker, com o Schäuble e a Merkel, com as e os… a todos!
Porque
isso, chegado Outubro, vêm umas pingas e tudo fica resolvido, cai no
borralho, e até serve para assar castanhas… E lá vêm mais umas reformas
da floresta, mais uma catrefa de decretos-leis, portarias e despachos,
oh sim muitos despachos, que a despachar para o dia de S. Nunca em
Fevereiro com 30 dias, é fácil, é barato e não chateia os senhores de
Bruxelas… Haverá até, para entreter os senhores deputados umas propostas
de lei, em assuntos que são da competência legislativa da Assembleia da
República… Senhores, não há paciência para tanto estrume…
Pobre
do Diário da República, que não há folhas que lhe cheguem para tanta
lei… para tanta decisão oficial e legal… para tanta recomendação… E
quatro vezes pobre, a floresta, que não lhe bastando os incêndios, ainda
tem o Diário da República nas suas três séries, mais o Diário da
Assembleia da República a consumir o papel das árvores que sobraram dos
incêndios para escrutinar e registar os incêndios florestais…
Vamos
repetir tudo de novo outra vez? Oiçam os dentes a ranger! Vejam os
olhos a deitar lume. Vejam a boca a espumar. Só não dou coices porque…
mas é o que apetecia. E o problema não é ser assemelhado ao animal… mas
porque não tenho à beira quem os merece.
Vamos ver:
Conhece-se
o que são os matos, os pinhais, as bouças, a dita floresta do Norte e
Centro de Portugal? Sabe-se que é uma floresta de pequenos
proprietários. Imbricada até ao sabugo com as também pequenas
explorações agrícolas. Sabe-se? Então se se sabe porque não se actua em
conformidade?
Sabe-se que é «abandonada» porque a madeira nada dá…
e sabe-se quem compra a «madeira», ou a cortiça… o Belmiro, o Queiroz
Pereira, o Amorim… E senhores, gastam-se milhões de euros de dinheiros
públicos – nacionais e comunitários – a subsidiar as fábricas desses
senhores, e depois não há massa para os sapadores florestais, para o
cadastro, para as equipas de análise do fogo, para as faixas de gestão
de combustível???
Por
favor, não brinquem com a gente, feitos sátrapas de meia tigela. Por
que razão não se recompõe o corpo de guardas florestais, constatado o
crime público que foi a sua liquidação? Custa dinheiro ao erário
público? Pois custa, que ninguém trabalha de borla. Nem os da Santa
Casa… Cresce o número de funcionários públicos, e isso mexe com a
despesa orçamental, e sobretudo com os bonzos de Bruxelas? Pois mexe,
mas a não ser que os convençam a ingressar nos corpos de bombeiros
voluntários – e podia ser uma forma da burocracia bruxelense fazer
férias activas – não há maneira…
Por que razão o número de Equipas
de Sapadores Florestais – 500 – previsto num Plano oficial de técnicos
florestais da passagem do século, 2000, se me não engano, há tanto tempo
foi, continua a meio pau? Porquê? Falta de graveto? Mas ele há tanto na
nossa floresta…
(Mas não se seja injusto. Os que liquidaram o
corpo de guardas florestais, os mesmos que nada fazem para que o número
de Equipas de Sapadores chegue aos 500, previsto há quase duas décadas,
gente que passa os dias a falar da qualificação dos portugueses, têm
avançado com a interessante hipótese de resolver o problema da carência
de recursos humanos da floresta portuguesa pelo recurso (repetição
adequada) a trabalhadores desempregados e reclusos! Como quem diz, para
quem é, (a floresta portuguesa) bacalhau basta, isto quando o bacalhau
era a pataco… É claro que nem os desempregados nem os reclusos têm
alguma responsabilidade nesta miserável instrumentalização…).
Por
que razão as faixas de gestão de combustível, as primárias pelo menos,
constando de sucessiva legislação – desde o Decreto-Lei 124/2006 – não
estão concretizadas? Não acham que 10 anos deviam chegar? Falta de quê?
De vontade? De verba? De um comando único e eficaz de todos estes
processos da floresta portuguesa, prevenção e combate, espartilhados por
não sei quantos ministérios, certamente para que ninguém
verdadeiramente possa assumir as responsabilidades dos desastres que,
fatais como o destino, fatais como dizem que era o fado, fatais como a
brutalidade da morte que tão brutalmente cortou cerce a vida a 64 homens
e mulheres deste país!
Quem destruiu o aparelho do Estado para as
Florestas portuguesas? E em nome de quê? E por ordem de quem? Estando
tudo ou quase tudo cadastrado neste país, os homens, as casas, os
carros, os contribuintes, porque nunca avançou o cadastro florestal, que
todos, suma hipocrisia, diziam e dizem ser condição necessária para a
boa gestão florestal. Quem fez avançar a ideia de que o problema dos
incêndios florestais é da floresta abandonada? De terra sem dono? Dos
pequenos proprietários que não cuidam das suas terras?
E
logo, faz-se uma lei para que essa terra possa ser roubada, faz-se
outra lei para criar uma bolsa ou banco de terras, dão-se uns
«incentivos fiscais» a uns fundos de investimento, que vem a correr da
Bolsa de Nova Iorque para a arrendar/comprar e plantar rosas e
orquídeas… (Senhor, Senhor porque lhes não dais juizinho!!!).
Poderão
alguns, com alguma razão, dizer que não se deve brincar com coisas
sérias. Mas o que dizer do sucedido com o anterior governo PSD/CDS e a
ministra Cristas que, depois de excluir do Regime Florestal total a
Herdade do Ribeiro do Freixo, de 320 hectares, e desanexá-la da tutela
pública para dar movimento (privatizá-la!) à sua bolsa de terras,
devolveu à tutela pública a Mata da Margaraça de 67,578 hectares de
propriedade pública para «compensar». Baralhados?
Como bem
percebem os especialistas em algoritmos, 320 hectares na Floresta 4.0
valem o mesmo que 67,578 hectares, dos antigos agrimensores. E que o
público se compensa com público, mesmo que em escala reduzida! Foi o
Decreto 9/2015, diploma que também ninguém sabe bem o que é…
Quem
são os responsáveis pela floresta em mancha contínua de pinheiro ou
eucalipto? (E agora parece que já não lhes serve esse eucalipto…) Quem
sacudiu os povos dos baldios do que era seu, para lá pôr pinheiro? Quem
defendeu uma política agrícola de liquidação da pequena agricultura para
lá pôr eucalipto? E o problema é que acham, continuam a achar, depois
de tudo o que aconteceu, e do que vai acontecer ainda, que estão com o
passo certo… E, contrariamente à bem conhecida anedota, sabem que não
vão com o passo trocado, mas a toque de caixa de quem considera a
floresta portuguesa o seu banco Fort Knox! A quem devem preito de
menagem…
Dizemos isto, mas não nos sai da boca este sabor a raiva e
lama, a raiva e carvão negro, a raiva e a um infinito lamento… Eram as
horas certas em todos os relógios (perdoa-me Garcia Lorca), mas nos
nossos relógios só podem rimar a raiva e a dor pelo que não podia ter
acontecido… no sábado 17 de Junho de 2017, em Pedrógão Grande.
Que raiva e dor não poder fazer nada, quando tanto podia ter sido feito!
O indizível na campanha eleitoral britânica é isto. As
causas da atrocidade de Manchester – na qual 22 pessoas, jovens na maior
parte, foram assassinadas por um jihadista – estão a ser omitidas a
fim de proteger segredos da política externa britânica.
Questões críticas – tais como porque o serviço de
segurança MI5 manteve "activos" terroristas em Manchester e
porque o governo não advertiu o público da ameaça em seu
meio – permanecem sem resposta, desviadas pela promessa de uma
"revisão" interna.
O alegado bombista suicida, Salman Abedi, fazia parte de um grupo extremista, o
Libyan Islamic Fighting Group (LIFG), que prosperou em Manchester e foi
cultivado e utilizado pelo MI5 durante mais de 20 anos.
O LIFG está proscrito na Grã-Bretanha como uma
organização terrorista que pretende um "estado
islâmico linha dura" na Líbia e "faz parte de um
movimento extremista global mais vasto, inspirado pela al Qaida".
Há uma "arma fumegante": quando Theresa May foi
secretária do Interior permitiu aos jihadistas da LIFG viajarem
desembaraçadamente por toda a Europa e foram encorajados a empenharem-se
na "batalha": primeiro para remover Muammar Kadafi da Líbia, a
seguir para juntarem-se a grupos filiados à al Qaida na Síria.
No ano passado, o FBI confirmadamente colocou Abedi numa "lista de
terroristas a observar" e advertiu o MI5 de que o seu grupo estava
à procura de um "alvo político" na Grã-Bretanha.
Por que não foi ele detido e a rede em torno dele impedida de planear e
executar a atrocidade de 22 de Maio?
Estas questões levantam-se por causa de uma fuga do FBI que demoliu a
interpretação do "lobo solitário" apresentada
após o ataque de 22 de Maio – daí o pânico e o ultraje
não característico de Londres em relação a
Washington e as desculpas de Donald Trump.
A atrocidade de Manchester põe em causa a política externa
britânica ao revelar a sua aliança faustiana com o Islão
extremista, especialmente a seita conhecida como Waabismo ou Salafismo, cujo
principal guardião e banqueiro é o reino petrolífero da
Arábia Saudita, o maior cliente de armas da Grã-Bretanha.
Este casamento imperial remonta à Segunda Guerra Mundial e aos primeiros
dia da Fraternidade Muçulmana no Egipto. O objectivo da política
britânica era travar o pan-arabismo. Estados árabes desenvolviam
então um laicismo moderno, afirmando sua independência em
relação ao ocidente imperial e controlando seus recursos. A
criação de um Israel voraz destinava-se a apressar isto. O
pan-arabismo foi então esmagado, o objectivo agora é a
divisão e conquista.
Em 2011, segundo o
Middle East Eye
, o LIFG em Manchester era conhecido como os "rapazes de Manchester".
Implacavelmente opostos a Muammar Kadafi, eles eram considerados de alto risco
e um certo número deles estava sob
control orders
[1]
do Ministério do Interior – prisão domiciliar – quando
estalaram as manifestações anti-Kadafi na Líbia, um
país forjado a partir de uma miríade de inimizades tribais.
Subitamente as
control orders
foram levantadas. "Permitiram-me ir, sem fazerem perguntas", disse
um membro da LIFG. O MI5 devolveu seus passaportes e a polícia
anti-terrorismo no aeroporto de Heathrow foi instruíd para que os
deixassem embarcar nos seus voos.
O derrube de Kadafi, que controlava as maiores reservas de petróleo da
África, fora planeado há muito em Washington e Londres. Segundo a
inteligência francesa, o LIFG fez várias tentativas de assassinato
de Kadafi na década de 1990 – financiadas pela inteligência
britânica. Em Março de 2011, a França, Grã-Bretanha
e EUA agarraram a oportunidade de uma "intervenção
humanitária" e atacaram a Líbia. Eles foram acompanhados
pela NATO sob a cobertura de uma resolução da ONU para
"proteger civis".
Em Setembro último, um inquérito do Comité Especial de
Negócios Estrangeiros da Câmara dos Comuns concluiu que o
então primeiro-ministro David Cameron havia levado o país
à guerra contra Kadafi com base numa série de
"suposições erróneas" e que o ataque
"levara à ascensão do Estado Islâmico na África
do Norte". O comité da Câmara dos Comuns citou a chamada
descrição "concisa" de Barack Obama quanto ao papel de
Cameron na Líbia: um "espectáculo de merda"
("shit show").
De facto, Obama foi um actor principal no "espectáculo de
merda", pressionado pela sua belicista secretária de Estado Hillary
Clinton e pelos media que acusavam Kadafi de planear
"genocídio" contra o seu próprio povo. "Sabemos...
que se esperarmos mais um dia", disse Obama, "Bengazi, uma cidade da
dimensão de Charlotte, poderia sofrer um massacre que teria repercutido
por toda a região e manchado a consciência do mundo".
A estória do massacre foi fabricada pelas milícias salafistas que
se defrontavam com a derrota diante das forças do governo líbio.
Eles disseram à Reuters que seria "um banho de sangue real, um
massacre como o que vimos em Ruanda". O comité da Câmara dos
Comuns relatou: "A proposta de que Muammar Kadafi teria ordenado o
massacre de civis em Bengazi não era confirmada pelas evidências
disponíveis".
A Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos efectivamente
destruíram a Líbia como um estado moderno. Segundo os seus
próprios registos, a NATO lançou 9.700 "incursões de
bombardeamento", das quais mais de um terço atingiram alvos civis.
Eles incluíram bombas de fragmentação e mísseis com
ogivas de urânio [empobrecido]. As cidades de Misurata e Sirte sofreram
bombardeamento em tapete. A UNICEF, a organização das
Nações Unidas para a Infância, informou que uma alta
proporção das crianças mortas "tinham menos de dez
anos de idade".
Mais do que "provocar a ascensão" do Estado Islâmico
– o ISIS já havia fincado raízes nas ruínas do Iraque
após a invasão de Blair e Bush em 2003 – estes supremos
medievalistas agora tinham todo o Norte da África como base. O ataque
também desencadeou uma debandada de refugiados a fugirem para a Europa.
Cameron foi celebrado em Tripoli como um "libertador", ou imaginou
que era. As multidões a aplaudirem-no incluíam aqueles SAS
abastecidos e treinados pela Grã-Bretanha e inspirados pelo Estado
Islâmico, tais como os "rapazes de Manchester".
Para os americanos e britânicos, o verdadeiro crime de Kadafi era a sua
independência iconoclasta e o seu plano de abandonar o petrodólar,
um pilar do poder imperial americano. Ele audaciosamente havia planeado
financiar uma divisa comum africana apoiada pelo ouro, estabelecer um banco
para toda a África e promover uma união económica entre
países pobres com recursos valiosos. Quer isto pudesse ou não
acontecer, a própria ideia era intolerável para os EUA quando se
preparavam para "entrar" na África e subornar governos
africanos com "parcerias" militares.
O ditador caído escapava. Um avião da Royal Air Force localizou
seu comboio e nas ruínas de Sirte ele foi sodomizado com uma faca por um
fanático descrito nos noticiários como "um rebelde".
Tendo saqueado o arsenal de US$30 mil milhões da Líbia, os
"rebeldes" avançaram para o Sul, aterrorizando cidades e
aldeias. Ao atravessarem o Mali sub-saariano, destruíram a frágil
estabilidade daquele país. Os sempre-ansiosos franceses enviaram
aviões e tropas à sua antiga colónia "para combater a
al Qaida", ou a ameaça que haviam ajudado a criar.
Em 14 de Outubro de 2011, o presidente Obama anunciou que estava a enviar
tropas de forças especiais para o Uganda para ingressar na guerra civil
dali. Nos meses seguintes, tropas de combate dos EUA foram enviadas para o Sul
do Sudão, Congo e República Centro-Africana. Com a Líbia
garantida, uma invasão americana do continente africano estava em curso,
amplamente não noticiada.
Em Londres, uma das maiores feiras de armas do mundo foi encenada pelo governo
britânico. O burburinho nos stands era o "efeito
demonstração na Líbia". A Câmara de
Comércio e Indústria de Londres efectuou uma
apresentação prévia intitulada "Médio Oriente:
Um vasto mercado para companhias de defesa e segurança do Reino
Unido". O hospedeiro era o Royal Bank of Scotland, um grande investidor em
bombas de fragmentação
(cluster),
as quais foram utilizadas extensamente contra alvos civis na Líbia. A
publicidade das armas feitas pelo banco louvava as "oportunidades sem
precedentes para companhias de defesa e segurança do Reino Unido".
No mês passado, a primeira-ministra Theresa May esteve na Arábia
Saudita, a vender mais de £3 mil milhões [€3,4 mil
milhões] de armas britânicas que os sauditas têm utilizando
contra o Iémen. Baseados em salas de controle em Riad, conselheiros
militares britânicos assistem os sauditas nos raids de bombardeamento, os
quais mataram mais de 10 mil civis. Há agora sinais claros de fome ali.
Uma criança iemenita morre a cada 10 minutos de doenças
evitáveis, afirma a UNICEF.
A atrocidade de 22 de Maio em Manchester foi o produto deste estado de
violência implacável em lugares distantes, muitos deles com
patrocínio britânico. As vidas e os nomes das vítimas quase
nunca são por nós conhecidos.
Esta verdade custa a ser ouvida, assim como custa a ser ouvida quando o Metro
de Londres foi bombardeado em 7 de Julho de 2005. Ocasionalmente, um membro do
público rompe o silêncio, tal como o londrino do Leste que se
postou frente à câmara e ao repórter da CNN e disse:
"Iraque! Nós invadimos o Iraque. O que esperávamos
nós? Vão em frente".
Numa grande assembleia dos media a que compareci, muitos dos importantes
hóspedes diziam "Iraque" e "Blair" como uma
espécie de catarse do que não ousavam dizer profissionalmente e
publicamente.
Contudo, antes de invadir o Iraque, Blair foi advertido pelo Joint Intelligence
Commitee de que "a ameaça da al Qaida aumentará desde o
princípio de qualquer acção militar contra o Iraque... A
ameaça mundial de outros grupos e indivíduos terroristas
islâmicos aumentará significativamente".
Assim como Blair trouxe para a Grã-Bretanha a sua violência e o
banho de sangue de George W Bush, também David Cameron apoiado por
Theresa May agravou o seu crime na Líbia e a suas horrendas
consequências, incluindo aqueles mortos e estropiados na Manchester Arena
em 22 de Maio.
Não surpreendentemente, as consequências retornam. Salman Abedi
actuou sozinho. Ele era um pequeno criminoso, não mais do que isso.
Desvaneceu-se a rede extensa revelada na semana passada pela fuga americana.
Mas as perguntas não.
Como é que Abedi foi capaz de viajar livremente através da Europa
até a Líbia e voltar a Manchester só poucos dias antes de
cometer seu crime terrível? Foi Theresa May informada pelo MI5 que o FBI
o havia rastreado como fazendo parte de um planeamento de célula
islâmica para atacar um "alvo político" na
Grã-Bretanha?
Na actual campanha eleitoral, o líder trabalhista Jeremy Corbyn fez uma
referência cautelosa a uma "guerra ao terror que fracassou".
Como ele sabe, isto nunca foi uma guerra ao terror mas sim uma guerra de
conquista e subjugação. Palestina, Afeganistão, Iraque,
Líbia, Síria. Dizem que o Irão será a seguir. Antes
disso haverá uma outra Manchester, quem terá a coragem de dizer
isso?
31/Maio/2017
[1]
Control order: é uma ordem dada pela Secretaria do Interior do Reino
Unido para restringir uma liberdade individual com o objectivo de
"proteger membros do público de um risco de terrorismo. Sua
definição e poderes foram estabelecidos pelo Parlamento no
Prevention of Terrorism Act 2005.
Documentos de identificação descobertos no rastro
de ataques terroristas
– Manchester, Berlim, Paris, Nice, Londres, Nova York
por Michel Chossudovsky
Este artigo faz a revisão do "misterioso" fenómeno dos
documentos de identificação e passaportes que são
rotineiramente descobertos (muitas vezes no entulho) junto a suspeitos de
terrorismo após um ataque terrorista.
Na maior parte dos casos, o alegado suspeito já era conhecido das
autoridades.
Segundo os governos e informações dos media, os referidos
suspeitos são sem excepção ligados a uma entidade filiada
à Al Qaeda.
Nenhum destes suspeitos de terrorismo sobreviveu. Homens mortos não
falam.
No caso dos eventos trágicos de Manchester,
o cartão bancário do alegado bombista suicida Salman Abedi foi
encontrado no seu bolso após a explosão.
Legitimação das narrativas oficiais? O Reino Unido é tanto
uma "vítima do terrorismo" como um "Estado patrocinador
de terrorismo". Sem excepção, os governos de países
ocidentais que são vítimas de ataques terroristas têm
apoiado, directa ou indirectamente, o grupo de organizações
terroristas Al Qaeda – incluindo o chamado Estado Islâmico (ISIS), o
qual é alegadamente responsável por perpetrar estes ataques
terroristas. Como está amplamente documentado, a Al Qaeda é uma
criação da CIA.
Abaixo está uma revisão das circunstâncias e provas
respeitantes aos passaportes e documentos de identificação
descobertos após ataques terroristas seleccionados, com links para
artigos do Global Research e informações dos media (2001-2017).
(Esta lista não é de modo algum exaustiva)
Do 11/Set em Nova York à Manchester de Maio/2017
Em ordem cronológica inversa
O ataque terrorista de Manchester, Maio/2017
Suspeito da bomba de Manchester dizem ter ligações à Al Qaeda...
NBCNews.com, 23/Maio/2017, Manchester, Inglaterra — Salman Abedi, o
britânico de 22 anos... num ataque bombista suicida, tinha
ligações à Al Qaeda e havia recebido treino terrorista...
foi identificado por
um cartão bancário descoberto no seu bolso na cena do...
MANCHESTER, Inglaterra – Salman Abedi, o britânico de 22 anos que se
acredita ter
morto 22 pessoas num ataque bombista suicida
, tinha ligações à Al Qaeda e havia recebido treino
terrorista no exterior, informou quinta-feira um responsável da
inteligência dos EUA à NBC News quando o Reino Unidos aumentou seu
nível de ameaça terrorista para a categoria mais alta.
O responsável da inteligência dos EUA, o qual tem conhecimento
directo da investigação, diz que Abedi, cuja família
é de ascendência líbia, foi identificado por um
cartão bancário descoberto no seu bolso na cena da
explosão após um concerto Ariana Grande na Manchester Arena. A
identificação foi confirmada por tecnologia de reconhecimento
facial, disse o responsável.
Abedi havia viajado para a Líbia nos últimos 12 meses, um dos
múltiplos países que visitou, disse o responsável. E
apesar de ter "ligações claras à Al Qaeda,
acrescentou o responsável, Abedi também podia ter conexões
a outros grupos.
Nenhuma imagem do alegado cartão bancário está
disponível.
Ironicamente, o suspeito Abedi foi primeiramente identificado por Washington ao
invés da polícia e segurança do Reino Unido. Como é
que eles podiam saber quem era o culpado três horas após a
explosão?
Segundo Graham Vanbergen
:
Nas primeiras horas da manha de 23 de Maio – aproximadamente 02:35
BST
, a
NDTV
via
The Washington Post
declarava bastante categoricamente que:
"Responsáveis estado-unidenses, falando na condição
de anonimato, identificaram o atacante como
Salman Abedi
. Eles não forneceram informação acerca da sua idade ou
nacionalidade e responsáveis britânicos não quiseram
comentar acerca da identidade do suspeito".
Isto foi publicado no momento em que a polícia e os serviços de
segurança britânicos estavam a recusar-se a fazer quaisquer
declarações acerca de quem pensavam que fossem os perpetradores
porque naquele momento eles estavam a tratar das consequências imediatas
do evento.
O ataque terrorista de Berlim com camião, Dezembro/2016
Os documentos de identidade do suspeito foram encontrados dentro do
camião utilizado no ataque de segunda-feira num mercado de Natal, o qual
resultou em 12 mortos, disseram responsáveis alemães da
segurança.
O suspeito era conhecido dos serviços de segurança alemães
como alguém em contacto com grupos islâmicos radicais e havia sido
avaliado como apresentando um risco, informou o ministro da Westphalia a Norte
do Reno, Ralf Jaeger, a repórteres.
O ataque terrorista de Nice, Julho/2016
Fonte:
Daily Mail,
15/Julho/2016
O ataque terrorista de Nice: Rumo a um estado permanente de Lei Marcial em...
o alegado perpetrador está morto e convenientemente deixou seus
documentos de identidade atrás de si.
Nice, Massacre de 14 de Julho: Rumo à Lei Marcial? O Estado Islâmico (ISIS-Daesh) assume responsabilidade?
Por
Peter Koenig
, 15/Julho/2016
De acordo com Peter Koenig em relação ao ataque terrorista de
Nice:
Durante a celebração noturna do Feriado Nacional Francês,
cerca das 23 horas, um camião veloz acometeu violentamente uma
multidão de milhares de pessoas que assistiam aos fogos de
artifício ao longo do Boulevard Anglais mediterrânico. O condutor
do camião estava simultânea e indiscriminadamente a atirar-se
à multidão. Ele conseguiu andar cerca de 2 quilómetros
antes de ser travado pela polícia, a qual instantaneamente disparou e
matou-o.
Um horrendo ataque terrorista, matando multidões de pessoas, propagando
sofrimento, miséria, medo e ultraje em França, na Europa –
no mundo todo. Todas as indicações assinalam o Grande Roteiro
(Big Script)
de mais um ataque de falsa bandeira, mais uma vez em França.
O jovem condutor do camião foi identificado como um francês de 31
anos, residente em Nice, com origens tunisinas.
Como nos casos anteriores, por "coincidência" seus documentos
de identidade foram encontrados no camião.
O jovem foi morto instantaneamente pela polícia. Os mortos não
podem falar. Um padrão já bem conhecido.
Ataque terrorista ao Charlie Hebdo, em Paris, Janeiro/2015
Ataque terrorista do Bataclan, Paris, Novembro/2015
Os ataques terroristas do 11/Set e de Paris: "Provas" semelhantes tornam-se suspeitas
Por
Timothy Alexander Guzman
, 20/Novembro/2015
O Estado Islâmico (ISIS/ISIL) declarou ser responsável pelos
ataques mais recentes em Paris, tal como o fez a Al Qaeda que também se
responsabilizou pelo 11/Set. ... Contudo, há semelhanças entre os
ataques terroristas em Paris e na cidade de Nova York no 11 de Setembro.
Primeiro, os passaportes sírio e egípcio de dois dos bombistas
suicidas foram encontrados na cena do ataque no estádio na parte norte
da cidade.
Mesmo depois de ambos os terroristas detonarem seus dispositivos explosivos, os
seus passaportes ainda foram encontrados.
Isto traz-nos de volta aos ataques terroristas do 11 de Setembro, em que
responsáveis dos EUA recuperaram um passaporte intacto a uns poucos
quarteirões do World Trade Center
, pertencente a um dos sequestradores.
No contexto do inquérito acerca dos massacres de Paris,
um passaporte sírio (imagem à direita) foi encontrado junto a um
dos bombistas kamikazes do Stade de France.
Depois de ser apontado pelo presidente Hollande como responsável pelos
ataques, o Estado Islâmico afirmou que havia engendrado a carnificina. O
executivo francês, que já havia declarado pretender entrar em
acção na Síria, alegadamente contra o ISIS mas realmente
contra Bachar El Assad, o qual "tinha de ir", encara isto como uma
pista significativa que incentiva sua expedição militar.
Na terça-feira, 12 de Julho, a esposa de Lindsay, Samantha Lewthwaite,
telefonou à polícia para informar o desaparecimento do seu marido
Germaine ("Jamal"). A polícia investigou a sua casa
imediatamente. No dia seguinte, 14 de Julho,
a polícia anunciou que tinha o documento de identificação
de Lindsay e que ele era o quarto bombista.
Lewthwaite ficou incrédula e recusou-se a acreditar na
acusação sem prova do DNA. A identificação da
polícia foi espantosa porque eles tinham estado a afirmar que todos os
suspeitos pareciam paquistaneses; não havia maneira de alguém
poder confundir o grande e negro Lindsay com um asiático. Para a
polícia estivera a olhar?
"
Na versão oficial do 11/Set o FBI afirmou que havia encontrado o passaporte incólume de um dos pilotos próximo a uma das torres
que haviam sido reduzidas a cinzas pelas explosões, cujo calor fundira
mesmo o aço das colunas na estrutura dos edifícios. O crash do
quarto avião perto de Shanksville
também rendeu um passaporte o qual, embora ligeiramente queimado, ainda
permitiu ler o primeiro nome e o sobrenome e ver a sua foto de
identificação. Isto é o mais perturbante de tudo pois nada
restou na cratera, nenhuma parte do avião ou das pessoas que nele
viajavam, só este passaporte parcialmente queimado.
Confirmado por Dan Rather, da
CBS
News:
"um transeunte encontrou o passaporte de um dos sequestradores" na
rua, apenas horas depois dos ataques do 11/Set. (Vídeo aos 1'.23'').
O [documento] de Visto
(Visa)
de
Satam al-Suqami
:
Este documento de identidade de um dos alegados sequestradores do 11/Set de
algum modo sobreviveu incólume a uns poucos quarteirões das
Torres Gémeas, embora o próprio avião fosse virtualmente
aniquilado.
Os passaportes pertencentes a
Ziad Jarrah
e Saeed al-Ghamdi: Os passaportes dos
dois alegados sequestradores do Voo 93 da United Airlines supostamente
sobreviveram ao crash ardente na Pennsylvania que deixou o próprio
avião carbonizado e amplamente disperso – com um passaporte
inteiramente intacto.