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quarta-feira, 6 de outubro de 2021
quinta-feira, 17 de junho de 2021
As balas de Washington: Uma história dos golpes e assassinatos da CIA
– Resenha do livro de Vijay Prashad, com prefácio de Evo Moralespor Jeremy Kuzmarov [*]
![]()
[10] Ngo Dihn Dien : um criminoso utilizado por Washington. Foi afastado e morto no golpe de Estado militar fomentado pelos EUA quando pretendeu seguir uma política menos dependente. [2] Recordemos a intenção de um dos impulsionadores da central sindical divisionista UGT: "quebrar a espinha à Intersindical" (CGTP). [*] Editor executivo do Covert Action Magazine. É autor de quatro livros sobre a política externa dos EUA, incluindo Obama's Unending Wars (Clarity Press, 2019) e The Russians Are Coming, Again , with John Marciano (Monthly Review Press, 2018). Contacto: jkuzmarov2@gmail.com O original encontra-se em covertactionmagazine.com/... Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ . |
"Somos cobaias humanas": Taxas alarmantes de acidentes após vacinas mRNA exigem acção urgente
por F. William Engdahl [*]
27/Maio/2021 [*] Consultor de risco estratégico. Muitas das suas obras estão aqui .Ver também: O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ . |
quinta-feira, 4 de março de 2021
A grande conspiração do "Carbono Zero"
por F. William Engdahl [*] Trata-se, na realidade, de planos para um corporativismo totalitário tecnocrático global, que promete enorme desemprego, desindustrialização e colapso económico deliberado. Considerem-se alguns antecedentes.
Com um monopólio virtual dos media convencionais, bem como dos media sociais, o lobby do aquecimento global foi capaz de levar grande parte do mundo a supor que o melhor para a humanidade é eliminar os hidrocarbonetos, incluindo petróleo, gás natural, carvão e até mesmo a electricidade nuclear livre de até 2050, o que esperançosamente poderia evitar um aumento de 1,5 a 2 graus Celsius na temperatura média mundial. Só existe um problema com isso. É que é a cobertura de uma diabólica agenda ulterior.
Esta é a agenda hoje conhecida como Grande Reinicialização (Great Reset) ou Agenda 2030 da ONU. Strong prosseguiu com a criação do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão político que promove a afirmação não comprovada de que as emissões de CO2 provocadas pelo homem estavam prestes a deitar abaixo o nosso mundo numa catástrofe ecológica irreversível.
King admitiu que a "ameaça do aquecimento global" era simplesmente uma trama para justificar um ataque à "própria humanidade". Isto agora está a ser implementado como a Grande Reinicialização e a falcatrua de emissões líquidas Zero de Carbono.
Para fazer isso, o mundo industrializado deve ser desmantelado. Christiana Figueres, contribuidora da agenda do Fórum Económico Mundial e ex-secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, revelou o verdadeiro objectivo da agenda climática da ONU numa entrevista colectiva em Bruxelas em Fevereiro de 2015, onde afirmou: "Esta é a primeira vez na história humana em que nos propomos à tarefa de mudar intencionalmente o modelo de desenvolvimento económico que tem reinado desde a Revolução Industrial". O original encontra-se em New Eastern Outlook e em https://www.globalresearch.ca/great-zero-carbon-criminal-conspiracy/5736707 Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ . |
A construção da realidade
por Josep Cónsola [*]
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terça-feira, 5 de janeiro de 2021
O arbítrio e a censura estão de regresso ao Ocidente
por Thierry Meyssan
Com a invenção da imprensa, inúmeros autores contestaram os a priori da sua época. Foram necessários quatro séculos de lutas para que o Ocidente acabasse por garantir a liberdade de expressão. No entanto, com a invenção da Internet a qualidade de autor democratizou-se e a liberdade de expressão foi imediatamente posta em causa. Serão precisos talvez vários séculos para absorver este choque e restabelecer esta liberdade. Enquanto isso, a censura está de volta.
Quando em 1994 fundamos a Rede Voltaire, a nossa primeira preocupação era a de defender a liberdade de expressão em França e depois no mundo.
Ora, hoje em dia esse conceito está, na nossa opinião, deformado e é atacado. Vamos, portanto, tentar definir outra vez esse ideal.
A circulação de ideias conheceu um impulso considerável com a invenção da tipografia moderna, no fim do século XV. Já não era possível acreditar mais cegamente nas autoridades, cada um podia formar a sua opinião.
Acordou-se afirmar que, muito embora o debate seja indispensável para a evolução do pensamento humano, certas ideias seriam prejudiciais à sociedade e deveriam, portanto, ser censuradas. As autoridades deviam determinar o que era útil e o que era prejudicial. Mas a criação do célebre Index librorum proibitorum (Índice de Livros Proibidos) pelo Papa Paulo IV não impediu a difusão de ideias anti-papistas.
O nosso ponto de vista, pelo contrário, é que, na maior parte dos casos, a censura é mais nociva do que as ideias que proíbe. Todas as sociedades que praticam a censura acabam estagnando. É por isso que todas as autoridades que usam censura acabaram um dia derrubadas.
Neste assunto, confrontam-se duas grandes escolas. O Artigo 11 da Declaração [Francesa] dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) estipula que a lei deverá determinar e reprimir os abusos da liberdade de expressão, enquanto a 1ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos (1791) ) afirma que nenhuma lei poderá limitar esta liberdade.
Os Estados Unidos eram uma nação em formação que acabava de se emancipar da monarquia britânica. Eles não tinham ainda consciência sobre as dificuldades de viver em sociedade, mas haviam já sofrido com os abusos do Poder de Londres. Portanto, tinham uma concepção de liberdades sem limite.
Foi preciso quase um século para que o legislador francês conseguisse determinar os limites da liberdade de expressão: a provocação para cometer delitos ou crimes, a injúria e a difamação. Em relação ao regime de censura, o controle não será mais exercido antes da publicação, mas depois.
Os países latinos consideram difamação o facto de se relatar elementos depreciativos sem poder produzir a sua prova, entendendo-se que certos factos não podem ser provados (por exemplo, factos amnistiados, crimes prescritos ou simplesmente elementos da vida privada) e que, portanto, não serão publicáveis. Pelo contrário, os países anglo-saxões apenas consideram como difamação imputações das quais se pode provar a falsidade. Na prática, as leis latinas exigem que o autor prove aquilo que afirma, enquanto as leis anglo-saxónicas exigem, ao contrário, que cabe à pessoa difamada provar que o autor conta coisas à toa.
Num caso como noutro, os tribunais só podem proteger a liberdade de expressão se forem constituídos por júris populares (como na Bélgica) e não por magistrados profissionais (como em França) susceptíveis de defender a sua classe social. Esse foi o grande combate de Georges Clémenceau, reduzida a nada aquando da Segunda Guerra Mundial, no decurso da qual os governos retomaram o controle dos procedimentos.
A liberdade de expressão que o Ocidente havia levado quatro séculos a desenvolver foi totalmente posta em causa com o aparecimento das novas técnicas informáticas de difusão que aumentaram o número de autores. Tal como no século 16, após um curto período de liberdade florescente, ela está em vias de ser totalmente controlada.
No passado, os Franceses e os Norte-Americanos falavam simultaneamente da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa (quer dizer, da possibilidade de exercer a liberdade de expressão nos jornais). A contrario, hoje em dia a liberdade de imprensa é muitas vezes invocada para negar a liberdade de expressão aos simples mortais acusados, eles, de serem «conspiracionistas», quer dizer, incultos, irresponsáveis e perigosos para a sociedade.
Geralmente os partidários da censura prévia não invocam a sua vontade de controlar as opiniões políticas das massas, mas colocam-se no terreno da religião (para proteger a sociedade da heresia) ou da moral (para prevenir a corrupção da juventude pela pornografia). O aparecimento das «redes sociais» oferece um novo contexto para voltar a sacar os velhos argumentos.
Estando as religiões estabelecidas em declínio progressivo no Ocidente contemporâneo, são substituídas por uma noticiário sem Deus, mas com os seus dogmas (o consenso) e seus clérigos (antes os jornalistas, hoje os donos do Twitter, do Facebook, do Instagram, do YouTube, etc.). Por exemplo, devia-se convocar um referendo em França para inscrever na Constituição a seguinte frase: «A República garante (1) a preservação da biodiversidade, (2) do meio ambiente e (3) luta contra as alterações climáticas». Três propostas destituídas de senso, uma vez que a biodiversidade não é um estadio, mas um processo; que o meio ambiente jamais foi preservado, antes sempre modificado ; e que o clima não está submetido a nenhum regulamento. Já se fala em censurar esta observação que perturba o consenso, primeiro nas redes sociais, depois na sociedade em geral.
Cada um de nós fica chocado com a pornografia impingida às crianças e desejaria espontaneamente mantê-los afastados dela. Claro, mas no passado os pequenos camponeses observavam os animais da quinta (xácara-br) —nem sempre muito ternos e morais— hoje em dia os pequenos estudantes estão convencidos de que os animais só se acasalam para perpetuar a espécie e assistem a filmes —nem sempre muito ternos e morais— nos seus “smartphones” (celulares-br). Historicamente, a maior parte dos regimes autoritários começaram por censurar a pornografia antes de se dedicarem a atacar as ideias políticas. Ora, é muito menos arriscado para todos instituir procedimentos de controlo parental do que abrir caminho à perda das nossas liberdades.
Notas finais: um grande passo atrás foi dado em 1990 com as leis europeias reprimindo o «negacionismo», depois nos anos 2000 com os privilégios acordados às redes sociais, e por fim nos anos 2010 com as agências de notação (ou rating)
Ter-se-ia compreendido que existissem leis reprimindo formas de reabilitação do regime racial nazista, mas não que elas se erijam em guardiãs da Verdade. Sobretudo, e esse é o ponto mais importante, estas restabeleceram penas de prisão para os transgressores. É, pois, possível hoje na Europa acabar na prisão por causa das suas ideias.
Os fóruns Internet (entre os quais o Twitter, Facebook, Instagram ou YouTube) obtiveram um incrível privilégio nos Estados Unidos a fim de conquistar o mundo. São considerados simultaneamente como portadores de informação (como os Correios) e reguladores da informação que veiculam; como se os Correios tivessem o direito de ler o que encaminham e de censurar o que lhes desagrada. Assegurando que não passam de portadores neutros, estes fóruns protegem o anonimato dos seus clientes. Segue-se que eles veiculam entre as suas mensagens algumas que dão origem à prática de crimes e de delitos, injuriosos e difamatórios, e dos quais encobrem os autores. Enquanto em matéria de imprensa escrita, o editor que recuse revelar o nome do seu cliente é considerado como responsável pelas declarações que imprimiu, estes «portadores de informação» erigem-se como «reguladores» das mesmas. Por um lado, recusam continuamente revelar os nomes dos culpados, por outro destroem soberanamente as contas que julgam contrárias às suas ideias. Ao fazê-lo, erigem-se em juízes, sem leis, sem debates, nem apelos.
Em 28 de Maio de 2020, o Presidente Donald Trump retirou-lhes este privilégio abrindo a via para uma regulação pela Justiça, mas é pouco provável que o Congresso dos Estados Unidos transforme esta decisão do Executivo em lei. Tanto mais porque os proprietários destes fóruns criaram já com a OTAN agências de classificação dos sítios Internet que escapam ao seu controle (entre elas a NewsGuard). Trata-se, para eles, de enterrar as más línguas nas profundezas dos motores de busca até os fazer desaparecer. A arbitrariedade e a censura estão de volta.
Alva
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
A agenda global de Bill Gates – Como podemos resistir à sua guerra contra a vida
Ao olhar para o futuro, num mundo de Gates e dos Barões da Tecnologia,
vejo uma humanidade que está ainda mais polarizada, com grande
número de pessoas "descartáveis", que não
têm lugar no novo Império. Aqueles que estão
incluídos no novo Império serão pouco mais do que escravos
digitais.
Em março de 2015, Bill Gates mostrou uma imagem de uma espécie
viral de gripe, durante uma
TED Talk
[Conversas sobre Tecnologia, Entretenimento e Planeamento, realizadas por uma
fundação dos EUA], e disse à audiência que era assim
que seria a maior catástrofe do nosso tempo. A verdadeira ameaça
à vida, disse ele, "
não são os mísseis, mas os micróbios
". Quando, cinco anos depois, a pandemia do coronavírus varreu a
Terra como um tsunami, ele reviveu a linguagem de guerra, descrevendo a
pandemia como
"uma guerra mundial".
"A pandemia do coronavírus coloca toda a humanidade contra o
vírus",
disse ele.
Na verdade, a pandemia não é uma guerra. A pandemia é uma
consequência
da guerra. Uma guerra contra a vida. A mente mecânica ligada à
máquina de extração de dinheiro criou a ilusão dos
humanos como separados da natureza, e a natureza como matéria-prima
morta e inerte a ser explorada. Mas, na verdade, fazemos parte do bioma. E
somos parte do viroma. O bioma e o viroma somos nós. Quando travamos uma
guerra contra a biodiversidade das nossas florestas e das nossas fazendas e nos
nossos nervos, travamos uma guerra contra nós mesmos.
A emergência sanitária do coronavírus é
inseparável da emergência sanitária da
extinção, da emergência sanitária da perda de
biodiversidade e da emergência sanitária da crise
climática. Todas essas emergências estão enraizadas numa
visão mecanicista, militarista e antropocêntrica do mundo, que
considera os humanos separados de – e superiores a – outros seres.
Seres que podemos possuir, manipular e controlar. Todas essas emergências
estão enraizadas num modelo económico baseado na ilusão de
um crescimento e uma ganância ilimitados, que violam as fronteiras
planetárias e destroem a integridade dos ecossistemas e das
espécies individuais.
Novas doenças surgem porque uma agricultura globalizada, industrializada
e ineficiente invade habitats, destrói ecossistemas e manipula animais,
plantas e outros organismos, sem respeitar a sua integridade ou a sua
saúde. Estamos ligados em todo o mundo através da
disseminação de doenças como o coronavírus, porque
invadimos as casas de outras espécies, manipulamos plantas e animais
para obter gananciosos lucros comerciais e cultivamos monoculturas. À
medida que cortamos florestas, transformamos fazendas em monoculturas
industriais que produzem produtos tóxicos e nutricionalmente vazios,
à medida que as nossas dietas se degradam por meio do processamento
industrial, com produtos químicos sintéticos e engenharia
genética, e à medida que perpetuamos a ilusão de que a
terra e a vida são matérias-primas a serem exploradas para obter
lucros, estamos de facto a conetarmo-nos. Mas em vez de nos conetarmos numa
continuidade saudável, protegendo a biodiversidade, a integridade e a
auto-organização de todos os seres vivos, incluindo os humanos,
estamos a conetarmo-nos através de doenças.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho
, "1.600 milhões de trabalhadores da economia informal
(representando os mais vulneráveis no mercado de trabalho), de um total
mundial de 2.000
milhões, e uma força de trabalho global de 3.300 milhões
sofreram danos massivos na sua capacidade de ganhar a vida. Isto deve-se a
medidas de confinamento e/ou porque trabalham nos setores mais afetados".
De acordo com o Programa Alimentar Mundial,
250 milhões de pessoas serão empurradas para a fome e 300 mil poderão morrer todos os dias
. Estas também são pandemias que estão a matar pessoas.
Matar não pode ser uma receita para salvar vidas.
A saúde tem a ver com vida e os sistemas vivos. Não há
"vida"
no paradigma da saúde que Bill Gates e o seu gangue estão
a promover e a impor ao mundo inteiro. Gates criou alianças globais para
impor, de cima a baixo, análises e prescrições para
problemas de saúde. Ele dá dinheiro para definir os problemas e,
então, usa a sua influência e dinheiro para impor as
soluções. E, no processo, ele fica mais rico. O seu
"financiamento"
resulta numa erosão da democracia e da biodiversidade, da
natureza e da cultura. A sua
"filantropia"
não é apenas
filantrocapitalismo.
É
filantroimperialismo.
A pandemia do coronavírus e o confinamento revelaram ainda mais
claramente como estamos a ser reduzidos a objetos, para sermos controlados, com
os nossos corpos e mentes como novas colónias a serem invadidas. Os
impérios criam colónias, as colónias cercam os bens comuns
das comunidades indígenas e transformam-nos em fontes de
matéria-prima a ser extraída para dar lucros. Esta lógica
linear e extrativa é incapaz de ver as íntimas
relações que sustentam a vida no mundo natural. É cega
para com a diversidade, os ciclos de renovação, os valores de dar
e partilhar e para com o poder e o potencial da auto-organização
e da mutualidade. É cega para o desperdício que cria e para a
violência que desencadeia. O prolongado confinamento do
coronavírus tem sido um laboratório experimental para um futuro
sem humanidade.
Em 26 de março de 2020, num pico da pandemia do coronavírus e no
meio do confinamento, a Microsoft obteve uma patente da
Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A patente
WO 060606 declara que
"A atividade do corpo humano associada a uma tarefa proporcionada a um
utilizador pode ser usada num processo de procura de um sistema de
criptomoeda...".
A
"atividade corporal"
que a Microsoft deseja usar inclui a radiação emitida pelo
corpo humano, atividades cerebrais, fluxo de fluidos corporais, fluxo
sanguíneo, atividade orgânica, movimentos corporais, tais como o
movimento dos olhos, os movimentos faciais e musculares, bem como quaisquer
outras atividades que possam ser detetadas e representadas por imagens, ondas,
sinais, textos, números, graus ou qualquer outra
informação ou dado.
A patente é uma afirmação de propriedade intelectual sobre
os nossos corpos e mentes. No colonialismo, os colonizadores atribuem a si
próprios o direito de tomar as terras e os recursos dos povos
indígenas, de extinguir as suas culturas e soberania e, em casos
extremos, de os exterminar. A patente
WO 060606
é uma declaração da Microsoft de que os nossos corpos e
mentes são as suas novas colónias. Somos minas de
"matéria-prima"
– os dados extraídos dos nossos corpos. Em vez de seres
soberanos, espirituais, conscientes e inteligentes, tomando decisões e
escolhas com sabedoria e valores éticos sobre os impactos das nossas
ações no mundo natural e social do qual fazemos parte, e com o
qual estamos intimamente relacionados, somos
"utilizadores".
Um
"utilizador"
é um consumidor sem escolha no império digital.
Mas essa não é a visão total de Gates. Na verdade,
é ainda mais sinistra – colonizar as mentes, os corpos e os
espíritos dos nossos filhos ainda antes de terem tido a oportunidade de
compreender como é e como se sente a liberdade e a soberania,
começando pelos mais vulneráveis.
Em maio de 2020, o governador Andrew Cuomo, de Nova York, anunciou uma parceria
com a Fundação Gates para "
reinventar a educação
". Cuomo chamou visionário a Gates e argumentou que a pandemia
criou
"um momento na história em que podemos realmente incorporar e
promover as ideias [de Gates] ... todos esses prédios, todas essas salas
de aula físicas – por que não, com toda a tecnologia que
possuímos?"
Na verdade, Gates tem tentado desmantelar o sistema de educação
pública dos EUA, desde há duas décadas. Para ele, os
estudantes são minas de dados. É por isso que os indicadores que
promove são a frequência, a matrícula na faculdade e as
notas num teste de matemática e leitura, porque estes podem ser
facilmente quantificados e pesquisados. Na (re)imaginação da
educação, as crianças serão monitorizadas por meio
de sistemas de vigilância para verificar se estão atentas enquanto
são forçadas a ter aulas remotamente, sozinhas em casa. A
distopia é aquela em que as crianças nunca voltam às
escolas, não têm oportunidade de brincar, não têm
amigos. É um mundo sem sociedade, sem relacionamentos, sem amor e sem
amizade.
Ao olhar para o futuro, num mundo de Gates e dos Barões da Tecnologia,
vejo uma humanidade que está ainda mais polarizada, com grande
número de pessoas "
descartáveis
", que não têm lugar no novo Império. Aqueles que
estão incluídos no novo Império serão pouco mais do
que escravos digitais.
Ora, podemos resistir. Podemos semear um outro futuro, reforçar as
nossas democracias, reivindicar os nossos bens comuns, regenerar a terra como
membros vivos de uma Família Terrestre Única, rica na nossa
diversidade e liberdade, unida na nossa unidade e inter-relacionamento.
É um futuro mais saudável, pelo qual devemos lutar e reivindicar.
Estamos à beira da extinção. Permitiremos que a nossa
humanidade como seres vivos, conscientes, inteligentes e autónomos seja
extinta por uma máquina de ganância que não conhece limites
e é incapaz de interromper a sua colonização e
destruição? Ou vamos parar a máquina e defender a nossa
humanidade, liberdade e autonomia para proteger a vida na Terra?
O original encontra-se em www.counterpunch.org/... e a tradução de PAT em
pelosocialismo.blogs.sapo.pt/a-agenda-global-de-bill-gates-e-como-109981
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Washington's Bullets inicia-se na Guatemala com o golpe de 1954 que derrubou, Jacob Arbenz, cuja moderada reforma agrária ameaçava os interesses da United Fruit Company. A sociedade de advogados do secretário de Estado John Foster Dulles, Sullivan & Cromwell, havia representado a United Fruit, e tanto Dulles como seu irmão Allen, diretor da CIA entre 1953 e 1961, eram seus grandes acionistas.
Sankara foi morto numa conspiração executada em estreita coordenação entre um agente da CIA da embaixada dos Estados Unidos em Burkina Faso e o serviço secreto francês, SDECE.
Prashad termina seu livro com uma citação de Otto René Castillo (1936-1967), poeta que levou os seus cadernos para as selvas da Guatemala na década de 1960 para lutar contra a ditadura imposta pelos EUA. Castillo escreveu:
À medida que surgem dados oficiais dos governos na Europa e nos EUA acerca do número alarmante de mortes e com paralisias permanentes, bem como outros efeitos colaterais graves das vacinas experimentais de mRNA, está a ficar claro que nos pedem para sermos cobaias humanas num experimento que poderia alterar a estrutura do gene humano e até muito pior. Enquanto os media convencionais ignoram dados alarmantes, incluindo a morte de incontáveis jovens vítimas saudáveis, a política da vacina corona está a ser promovida por Washington e Bruxelas junto com a OMS e o Cartel de Vacinas com toda a compaixão de uma "oferta da máfia que você não pode recusar".
O Fórum Económico Mundial (WEF) de Klaus Schwab está a promover o seu tema favorito, a Grande Reinicialização (Great Reset) da economia mundial. A chave para tudo isso é entender aquilo que os globalistas querem dizer com Carbono Líquido Zero até 2050.
O verdadeiro depende da criação mental do homem chamada lógica. Entretanto, real refere-se ao que alguém crê que é real apesar de qualquer lógica que se utilize ou do que se raciocine, ou sem saber como funciona este algo. No instante que vemos, ou nos fazem ver, cremos que é real sem ainda questionarmos se é verdadeiro ou falso.