quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Divida Pública

VERTIGINOSO E ALUCINANTE 
Nos primeiros sete meses de 2010 a Dívida Directa do Estado português sofreu umacréscimo de 2,65 milhões de euros por hora (ver tabela). 
Stock de Dívida Directa do Estado. 
O jornal Público informa agora (3/Setembro) que em Agosto o governo Sócrates efectuou mais seis emissões de títulos da dívida pública, que perfazem um montante total de 5.272 milhões de euros . O ritmo do endividamento continua, portanto, em ritmo alucinante e vertiginoso — enquanto a economia portuguesa passa da estagnação ao declínio. 
Para onde vamos? Até quando pode durar esta orgia de endividamento? Quais as suas consequências para a geração presente e as futuras? Quando é que se põe cobro a esta selvageria económica? Por que é que o economista que preside a República não se manifesta? Por que é que quase ninguém fala no assunto? A austeridade do PEC é só para os assalariados? As despesas desbragadas do governo Sócrates podem continuar até arrebentar o país? Por que é que ninguém ousa defender o cancelamento de projectos ruinosos como o novo aeroporto, o TGV, a terceira ponte sobre o Tejo, o novo Hospital de Todos os Santos, obras rodoviárias inúteis e tantos outros? Por que é que os media corporativos, que se comprazem em fait divers abjectos, não falam das coisas sérias? Por que não há uma reacção nacional para por cobro a esta destruição da economia portuguesa? 
Perguntas angustiantes que continuam sem resposta. 

Génios Portugueses contemporâneos.

Pedro Caldeira Cabral

Ricardo Rocha

Pedro Joia

É uma pena em Portugal não vermos os nossos melhores artistas mais vezes nos palcos por esse país fora!
Raramente se pode ver e ouvir música de tão boa qualidade em Portugal. Vamos buscar fora do país, todos os anos os medíocres - (se são estrangeiros são bons dizem eles) - e não temos a oportunidade de ouvir estes e outros Génios portugueses. É como se não existissem!!! Porquê??? 
Não se compreende...   Esta politica de desacreditação, não divulgação, não promoção da música que se faz em Portugal por portugueses é uma estupidez, é analfabeta. Normalmente em Portugal as pessoas com o poder de o fazer, que pertencem às instituições que promovem as artes e espectáculos NÃO PERCEBEM NADA DO QUE ESTÃO A FAZER. É tudo na base do compadrio, das amizades, dos gostos pessoais. Limitam-se ao comercial,  AMERICANIZADOS, consecutivamente as mesmas músicas todos os dias nas rádios, nas televisões, sempre o mesmo lixo sem parar. JÁ CHEGA!!!! Está na altura de mudar, apoiar, divulgar, consumir boa música portuguesa enquanto temos e podemos. Chega de Americanização!

Manuel António Pina - J.N. 08/09/2010


Jornalismo de "serviço"

00h30m

A entrevista "non stop" que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer "serviço público".
Desta vez, o "serviço" foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.
Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá ("Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?"). O "Prós & Contras" só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.

Hipocrisia à portuguesa.

Divulgação da biodiversidade de Vila Real arrancou na semana passada
Uma campanha original serviu de mote para a primeira divulgação das espécies emblemáticas que o Município pretende preservar, evitando o seu desaparecimento e promovendo a biodiversidade de Vila Real.
Os dois novos passageiros que têm sido vistos desde 20 de Julho nos autocarros da CORGOBUS, estão a despertar o interesse generalizado da população. A campanha lançada pelo Município de Vila Real no âmbito do Projectos SEIVACORGO e "Proteger é Conhecer", integram o Programa de Preservação da Biodiversidade de Vila Real, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte - ON2.
Passemos agora às apresentações dos 2 novos “passageiros”. O primeiro deles é a salamandra lusitânica, que atende pelo nome científico "Chioglossa lusitanica". É um anfíbio endémico do noroeste da Península Ibérica, ou seja, o seu habitat está restrito a esta zona da Europa. Esta espécie está classificada como vulnerável no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.
O Lagarto de água, ou “Lacerta schreiberi”, é um réptil da família Lacertidae. As suas cores vivas tornam-no muito atraente e alvo da curiosidade de inúmeros fotógrafos. É outro endemismo da Península Ibérica. Com dimensões apreciáveis e uma longevidade de 8-9 anos, este lagarto habita o Alvão e pode ser encontrado junto de rios e lameiros húmidos. Apesar da conservação da espécie não ser ainda preocupante, regista-se uma clara regressão populacional, quer ao nível do número de indivíduos, quer ainda pela diminuição da área de ocupação.
Com esta iniciativa, que deverá prolongar-se nos próximos meses com outras espécies, Vila Real pretende divulgar a sua riqueza biológica, onde habitam diversas espécies que se encontram ameaçadas de extinção. O objectivo é divulgá-las e estimular os cidadãos a proteger esse importante património da humanidade e do concelho.
Recordamos que Vila Real possui uma vasta área do seu território integrado no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, sendo de destacar a presença do Parque Natural do Alvão e do Sítio Alvão/Marão, pertencente à Rede Natura 2000, uma rede europeia de preservação de espécies e habitats.

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É pena que não mostrem imagens dos "habitats" das referidas espécies em vias de extinção e percebia-se tudo. Não basta fazer campanhas bonitas nos centros das cidades. A realidade é que os rios se encontram no estado que as imagens (em cima) documentam. Uma vergonha! 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lisboa ficou com quase todos os fundos para modernizar Estado

O Governo negociou com Bruxelas a possibilidade de investir fundos do Norte, Centro e Alentejo na modernização da máquina do Estado lisboeta, mas a autorização está a ser levada ao extremo: a larga maioria do dinheiro não sai da capital. O resto do país pouco recebe.

A Administração Pública Central (Governo ou institutos públicos, por exemplo) vai receber 177,7 milhões de euros de fundos europeus para financiar a sua modernização. O dinheiro foi dado por Bruxelas às regiões mais pobres (Norte, Centro e Alentejo), mas é Lisboa quem mais beneficia, ao abrigo de uma excepção à regra negociada entre o Governo e a União Europeia, conhecido como o efeito "spill-over", ou efeito difusor (ver explicação ao lado).

Lisboa recebe verbas por duas vias, diz o Observatório do QREN, o envelope de fundos estruturais: primeiro, através de projectos interpostos por exemplo por direcções-gerais ou institutos públicos, a executar só na capital - o que renderá 109 milhões de euros; segundo, de candidaturas em conjunto com as regiões pobres, pelo que irá ter 28 milhões - mais de metade do aprovado, conclui-se a partir do relatório de execução de 2009 do Compete, o programa financiador. No total, Lisboa receberá 137 milhões de euros - três quartos das aprovações.

O Norte, Centro e Alentejo receberão a parte que lhes cabe dos projectos com Lisboa: 25,6 milhões de euros, a dividir pelas três. Meteram também projectos sem a participação de Lisboa, promovidos (todos menos um) por universidades e unidades de saúde, com autonomia. Dos 177,7 milhões de euros, diz o Observatório do QREN, as três regiões receberão, em candidaturas isoladas, 15,5 milhões. No total, as candidaturas envolvem 41 milhões em fundos.


Os fundos comunitários só comparticipam parte do investimento; o resto é entregue pelo promotor da candidatura. Como, neste caso, se trata do Estado, a segunda parte é paga com os impostos.

Os 140 projectos aprovados até Junho implicam um investimento de 391 milhões de euros, 178 milhões dos quais oriundos da União Europeia e 213 milhões do Orçamento de Estado, diz o Observatório do QREN.



in J.N. 01/09/2010

Manuel António Pina - J.N. 07/09/2010


Menos Estado, dizem eles

00h30m

O patronato apresentou a sua factura ao OE para 2011 que, simplificadamente, consiste na exigência de menos despesa pública e mais "incentivos" ao investimento privado.
Trocada a coisa em miúdos, os patrões querem que o Estado desinvista em sectores como a Saúde, a Educação ou a Segurança Social e invista neles próprios, que todos os dias gritam estridentemente por "menos Estado" e todos os dias se atropelam na pedinchice de "apoios", "ajudas" e "incentivos" do Estado.
Curiosamente, soube-se no mesmo dia que 1,7 milhões de "incentivos" do Estado à "Dyn'aero", de Ponte de Sor, tinham "voado". Como, em 2009, "voaram" os 8 milhões com que foram "incentivadas" empresas como a "Facontrofa", a "Mactrading" ou a "Alberto Martins de Mesquita & Filhos" ou, já este ano, os 936 mil da "Leirislena" (que, dois meses após ter embolsado o "apoio"... se declarou insolvente).
Ocorre-me, correcta e aumentada, uma das "Ladainhas modernas" de Junqueiro: "S. Venha-a-Nós, satisfazei-nos este desejo/ S. Venha-a-Nós, este desejo timorato/ S. Venha-a-Nós, fazei do [Estado] um queijo/ S. Venha-a-Nós, e fazei de nós um rato".

sábado, 4 de setembro de 2010

O Império das bases Militares.


Ao abordar as 865 bases americanas instaladas em vários países, ou mais de mil se incluídas as do Iraque e Afeganistão, o professor Hugh Gusterson questiona a sua finalidade, denuncia a agressão e as atrocidades cometidas contra as populações locais, e os bilhões de dólares para mantê-las, num momento em que a Casa Branca, afogada no vermelho, precisa desesperadamente cortar gastos. “Apesar dos políticos e especialistas dos meios de comunicação parecerem esquecidos dessas bases, tratando o posicionamento de tropas americanas espalhadas pelo mundo inteiro como se fosse um fato natural, o império americano de bases está atraindo cada vez mais a atenção de acadêmicos e ativistas”, diz
HUGH GUSTERSON*


Leia mais: http://www.joildo.net/artigos/o-imperio-das-bases-militares/#ixzz0yaJN7VPe

Publicação em destaque

Marionetas russas

por Serge Halimi A 9 de Fevereiro de 1950, no auge da Guerra Fria, um senador republicano ainda desconhecido exclama o seguinte: «Tenh...